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blog Pausa Dramática

Estômago e filmes do estômago...

25 de out de 2009


É complicado saber o que esperar de um filme como Estômago. Sabia que tinha sido filmado aqui em Curitiba. Sabia que era com o ótimo João Miguel (do também ótimo Cinema, Aspirinas e Urubus). Depoisdo filme um primeiro pensamento vem à cabeça: é um Ratatouille para adultos. Bem adultos, diga-se de passagem. Cru, divertido, triste, real e intenso, o filme em momento nenhum parece falso ou artificial. Com tons mais pesados às vezes é mais um belo exemplar da relação entre cinema e gastronomia, tão bem representada. Tem tudo pra ser o filme brasileiro do ano (apesar de ser do ano passado). E tomara que seja. Uma belíssima “fábula indigesta”, nas palavras do crítico Marcos Dávilla, da Folha de São Paulo.

Trailer

Site oficial

Abaixo vai uma deliciosa listagem de filmes onde a comida é, digamos, essencial:

  • A festa de Babette ( Babette’s feast, 1987, Gabriel Axel)
  • Chocolate (chocolat, 2000, Lasse Hallström)
  • O cozinheiro, o ladrão, a mulher e o amante (The Cook, The Thief, His Wife, and Her Lover, 1989, Peter Greenaway)
  • Delicatessen (Delicatessen, 1991, Marc Caro and Jean-Pierre Jeunet)
  • Tomates Verdes Fritos (Fried Green Tomatoes at the Whistle Stop Café, 1991, Jon Avnet)
  • O ultimo jantar (The Last Supper, 1995, Stacy Title)
  • Como água para chocolate (1992, Alfonso Arau)
  • Banquete de Casamento (The Wedding Banquet, 1993, Ang Lee)
  • A fantástica fabrica de chocolate (Charlie & the Chocolate Factory, 2006, Tim Burton)
  • Sabor da Paixão (Woman on Top, 2000, Fina Torres)
  • Simplesmente irresistível (Simply Irresistible, 1999, Mark Tarlov)
  • Ratatouille (2007, Brad Bird)
  • Amarelo Manga (2002, Claudio Assis)
  • Sem Reservas (No Reservations. 2007,Scott Higgs)
  • O Fabuloso Destino de Amelie Poulin (Fabuleux destin d'Amélie Poulain, 2001, Jean-Pierre Jeunet)
  • Garçonete (Waitress, 2007, Adrienne Shelly)
  • Sweeney Todd (2007, Tim Burton)

Paris mostra Primavera e Verão para 2010 e 2011

15 de out de 2009

Os grandes e mais respeitados nomes da moda mostraram suas coleções e as tendências para as estações que mais colorem a moda mundial, a florida primavera e o caliente verão. Hora de usar e abusar de decotes, saias e cortes desalinhados, sempre com muita atenção para não cair no exagero. Já que falamos em exagero, quem sabe um pouquinho não é saudável? Alguns estilistas brincaram com plissados, plumas e babados, Stella McCartney foi uma das que apostou nos babados gigantes, e acertou.
Uma das tendências que veio para acabar com o multi colorido psicodélico típico do verão foi o nude. Cor que também deve ser usada com responsabilidade, o nude pode deixar o visual apagado e sem graça, por isso pegamos o exemplo de Yves Saint-Laurent que misturou nude com tecidos brilhantes – como seda e cetim – e também apostou nas pregas e babados que dão textura e caimento as peças.
Couro no verão? Sim, couros finos em caramelo, marrom e preto. Há quem diga que mini vestidos, saias, tops, calças e macacões em couro estarão povoando as vitrines da próxima estação.
Branco, minimalista e estampado. Cacharel e Givenchy apostaram no minimalismo dos anos 90, linhas limpas e cortes retos. Essa foi a aposta das marcas para a estação mais quente do ano. Chloé aposta nos vestidos de festas brancos. No mínimo inusitado. O branco aliado à transparências, sobreposições e caudas longas e abertas dão todo o glamour a cor que naturalmente é cheia de luz. Quem sempre arraza nas estampas e roupinhas femininas é a maravilhosa Luella Bartley. Nessa coleção a jornalista e estilista apostou nas estampas em “poás”, ou bolas, bolinhas e bolões.
Para os não tão fashionistas que querem se manter na moda, nesta estação continuam em alta as estampas de leopardo, o amarelo e as calças skinny – nenhuma calça boyfriend vai conseguir derrubar o reinado skinny, que tudo indica, veio para ficar.
O amarelo e o exagero de Stella McCartney
Elegância, textura e luxo no branco da Givenchy
O “poá” alegre e divertido de Luella Bartley
O nude do ano – pelo menos para mim - vestido de Monique Lhullier usado pela atriz Drew Barrymore no Emmy Awards deste ano.
Transparente, feminino, delicado e com babados românticos foi a aposta da Chloé para o branco.


RAPIDINHA:

No ateliê da estudante de artes visuais e costureira, Lisa Simpson, aos domingos acontece o Mini Bazar, onde Lisa reúne alguns artistas para expor seus trabalhos. Todos os artistas são curitibanos e a diversidade de trabalhos apresentados é sempre muito grande. Em um dos eventos Lisa reuniu gastronomia, moda e música. Cupcakes, os trabalhos dos artistas e uma banda vinda de São Paulo.
Lisa está diariamente no ateliê e trabalha com customização de roupas. Aquela peça herdada da avó, ou algo comprado no impulso e até mesmo “achado” no brexó estão encostados? Passe pelo ateliê Garage Agente (costura), e a Lisa pode te ajudar.
O ateliê fica na Rua Jaime Reis, 274, no Largo São Francisco – próximo as Ruínas do Largo. Telefone para contato é, 9995-0991 e o e-mail é agentecostura@gmail.com . Fica a dica!

Kindle no Brasil

13 de out de 2009

As revistas Época e Veja dessa semana, dão como manchete de capa a chegada do tão falado Kindle, o leitor digital de textos da Amazon que já vendeu mais de um milhão de unidades nos EUA, onde é comercializado desde 2007. O modelo que chega por aqui é o Kindle 2. Para adquiri-lo é preciso fazer um cadastro no site da Amazon, ter cartão de crédito internacional e desembolsar mais de mil reais.
Considerado um agente subversivo capaz de mudar a relação que estabelecemos com o papel, o Kindle dá acesso a mais de 200.000 livros digitalizados à venda no site da Amazon. Para comprá-los, o usuário se conecta ao site via 3G, internet móvel rápida, ou na ausência dessa, via Edge, mais lenta. A transação é feita via cartão de crédito e leva cerca de 60 segundos. Também é possível transferir arquivos em PDF e Word.
Quem já experimentou garante que você demora um pouco a se acostumar e ser seduzido pelo papel digital. Além disso, como toda tecnologia iniciante, parece cheio de detalhes a ser melhorados. Mas o grande trunfo é de poder levar uma biblioteca com você e poder ler todos eles sem carregar um grande peso. Outra vantagem do Kindle é sua e-ink, ou tinta digital em que a tela não reflete luz, sendo possível que ler à beira da piscina. No Brasil, ainda há poucos livros disponíveis para compra e as editoras não parecem muitos dispostas a apostar no formato logo de imediato.
Os principais concorrentes do Kindle são readers da Sony.

Prostitutas de luxo do cinema

8 de out de 2009


Audrey Hepburn, Shirley MacLaine, Julia Roberts, Nicole Kidman e Audrey Tautou. Elas estiveram sempre no cinema. Glamurizadas e muito diferentes das reais. As prostitutas do cinema são sempre apaixonadas e apaixonantes. Charmosas, às vezes rudes, acabam roubando o coração do mocinho mais desavisado. Para não favorecer meu filme preferido, vou listar aqui alguns em ordem cronológica.




Bonequinha de Luxo (1961)


Direção: Blake Edwards


A prostituta e seu amor: Audrey Hepburn e George Peppard


O drama: A prostituta de luxo (Hepburn) se interessa por um jovem que muda-se para seu prédio. Sem saber que ele é pobre e um gigolô, acaba se apaixonando por ele.


Oscar: 5 indicações, incluindo melhor atriz e roteiro. Levou melhor musica (Moon River) e trilha sonora.




Irma La Dulce (1963)


Direção: Billy Wilder


A prostituta e seu amor: Shirley MacLaine e Jack Lemmon


O drama: policial execrado após dar batida em ponto de prostituição se apaixona por prostituta “preferida” dos clientes (MacLaine). Enquanto cria uma maneira de tirá-la da vida fácil, se fantasia como Lorde X, e ela acaba se apaixonando pelo falso lorde.


Oscar: Venceu todas as indicações: trilha sonora, fotografia em cores e atriz (Shirley MacLaine)




Uma Linda Mulher (1990)


Direção: Garry Marshall


A prostituta e seu amor: Julia Roberts e Richard Gere


O drama: milionário contrata prostituta para sua acompanhante e se apaixona por ela. Seus modos rudes e sem classe contrastam com a fineza dos modos do moço. Mas o amor supera todas as diferenças....


Oscar: indicado para melhor atriz. Não levou. Segundo o crítico Rubens Ewald Filho, Julia Roberts levou o Oscar por Erin Brockvich anos depois como consolação por não ter ganho este.





Moulin Rouge (2001)


Direção: Baz Luhrmann


A prostituta e seu amor: Nicole Kidman e Ewan McGregor


O drama: a cortesã mais disputada do cabaré Moulin Rouge se apaixona por escritor pobre ao confundi-lo com um duque riquíssimo. O romance é atrapalhado por disputas de poder e uma doença fatal da moça. Meu filme preferido de todos os tempos, reinventou o musical no cinema.


Oscar: 8 indicações, incluindo melhor filme e atriz (Nicole Kidman). Ganhou melhor direção de arte e figurino. Segundo o crítico Rubens Ewald Filho, Nicole Kidman levou o Oscar por As Horas depois como consolação por não ter ganho este.





Amar não tem Preço (2006)


Direção: Pierre Salvadori


A prostituta e seu amor: Audrey Tautou e Gald Elmaleh


O drama: prostituta de luxo confunde atendente de bar com milionário e se apaixona por ele, enquanto o homem faz-se passar por rico para conquistá-la e acaba tornando-se gigolô.


Oscar: não passou nem perto, mas foi indicado ao Golden Trailer Awards de melhor trailer estrangeiro e venceu o NRJ Ciné Awards de melhor beijo(!!!).

REAL LIFE

7 de out de 2009

Demorou, mas parece que enfim chegamos a um momento da ficção televisiva, digo desde seriados, comerciais, novelas, entre outros formatos, em que as condições maniqueístas das tramas abrem espaço para contradições existenciais mais shakesperianas, ou, para não fazer o grande poeta e teatrólogo revirar em sua tumba e vir puxar meu pé, mais verdadeiras.
Tomemos, por exemplo, a série Heroes, fenômeno de audiência, tem como mote principal os poderes especiais que pessoas comuns descobrem ter e como conseguem lidar com isso, dramaticidade pura. Impossível não citar também as mocinhas que deram um salto qualitativo de uns anos pra cá. Elas, que até pouco tempo, eram imantadas por um ar de ingenuidade, revestidas por certo toque de pureza, aparecem mais reais. Vejamos a protagonista do seriado Grey´s Anatomy. Meredith além de ter tido vários problemas existenciais com a mãe e não saber lidar bem com o pai que foi ausente por um longo tempo, é um verdadeiro desastre no campo amoroso, nem ao menos sabia o que queria até algumas temporadas, além disso, houve fases em que se entregou sem nenhuma culpa para tequila e para uma vida sexual bem ativa e variada, mais real do que isso impossível. Por fim, não tem como não citar House. Apesar de não ser fã e nem assistir essa série - sim, eu não assisto House-, a peculiaridade ácida do humor desse médico, sua falta de carisma, e também a falta de beleza como aquela que engrandeceu George Cloney nos tempos de ER, pode dizer muitas coisas sobre os tempos atuais da ficção pra TV.


Tequila, sexo e muito existencialismo
Mau humor e uma “beleza” diferente

Ah, e esses são os novos Super Heróis

 

2009 ·Clockwork News by TNB