Clockwork Comunicação

Twitter

O que é o clipping?

blog Pausa Dramática

FYI: Vocabulário renova-se com avanço da tecnologia

29 de jul de 2010

Cada mudança tecnológica apresenta novas palavras, abreviaturas e siglas. Termos que são criados para produtos e ideias que não existiam são importados junto das novidades e entram no vocabulário de quem lida diretamente com a área. Aos poucos, essas novas palavras são incorporadas ao português e vão se popularizando até passarem a fazer parte dos diálogos de quem não tem vínculo direto com os assuntos da tecnologia.


O léxico, explica Maria Cristina Altman, coordenadora do Centro de Documentação em Historiografia Linguística da Universidade de São Paulo (USP), é a parte da língua que primeiro e mais visivelmente acompanha as mudanças do mundo.

Se, agora, é do inglês a origem da maior parte das novas palavras, esse privilégio já foi do italiano no século 15, do tupi no século 16 (graças aos nomes de muitas plantas e animais) e das línguas europeias no século 19 — principalmente do francês, responsável direto por aproximadamente 60% do nosso atual vocabulário, de acordo com Mario Eduardo Viaro, coordenador do grupo de pesquisa Morfologia Histórica do Português na USP.

Quem já frequentou um restaurante ou comprou um abajur há de concordar com isso. O trânsito de palavras entre línguas é um processo constante, natural e inevitável. Na opinião de Viaro, esse fluxo não é uma ameaça ao português. “As palavras não têm dono. O acúmulo de estrangeirismos se deve ao maior contato que temos hoje entre os povos.”

Mas o que determina a forma como uma palavra será incorporada ao vocabulário? Usaremos o termo tal como veio do inglês — como em cheddar e brownie? Vamos aportuguesá-lo — como caubói e bangue-bangue? Ou o substituiremos por um equivalente em português —chuveiro, tradução livre de shower? Não dá para saber, diz Maria Cristina. É o uso cotidiano da língua que vai determinar.

A linguista explica que a utilização de determinada palavra em propagandas, espetáculos de entretenimento ou por grandes personalidades da mídia e da academia podem contribuir e muito para o sucesso do termo, mas isso não é uma garantia.

Pronúncia — A única regra obrigatória é a adaptação da pronúncia. A primeira coisa que fazemos com uma palavra recém chegada é colocá-la dentro do nosso sistema fonético. Ou você já ouviu alguém falar hambúrguer começando com som de r e torcendo a língua no final, como manda o inglês? Se ouviu, com certeza achou estranho.

Uma vez adaptada e integrada ao português, toda palavra estrangeira passa a funcionar como qualquer outra da nossa língua. “Aí a vida é livre”, diz Maria Cristina. Podemos fazer com ela o que quisermos: colocar sufixos, criar um aumentativo, diminutivo, transformar em adjetivo. Surf chegou como “sârf” e hoje já é surfe mesmo. Daí, criamos o surfar, o surfista e a surfistinha. O delete já virou deletar e daí para o deletador aparecer é só alguém sair deletando por aí — fazendo a palavra se tornar necessária. Algumas palavras se cristalizam de tal forma que perdem totalmente o vínculo com sua motivação original Disk-pizza é um ótimo exemplo: ninguém mais disca nada para acionar o delivery.

Glossário tecnológico

Cache — quando você usa muitas vezes um programa ou entra no mesmo site, o computador deixa gravado nesta memória partes das tarefas para executá-las mais rapidamente

CPU — Central Processing Unit: é o processador central do computador

Creative Commons — nome do conjunto de licença criado pelo advogado Lawrence Lessig, que permite que o autor de uma obra decida como funcionarão os direitos autorais sobre a mesma, tornando-os mais flexíveis

Digg — rede social de compartilhamento de notícias e links, que indexa quantas recomendações (diggs) cada item teve

DNS — Domain Name Server. Se o IP é o endereço do computador, o DNS é o nome próprio do servidor

DRM — controle digital de direitos autorais: funciona como uma trava que impede a cópia de arquivos

Embedar — quando você vê um vídeo do YouTube em outro site que não o YouTube, ele foi embedado (ou incorporado)

Extensão — também chamados plugins, são programinhas que fazem pequenas tarefas dentro de outros softwares, como navegadores de internet

Facebook — a maior rede social do mundo pode ser, nos próximos anos, tão importante quanto o Google foi nos anteriores. Seu criador, Mark Zuckerberg, é o novo Bill Gates

Flash — linguagem de programação que serve para rodar vídeos e animações na internet

FYI — Sigla para "for your information" (Para sua informação)

Geolocalização — identificação de posição geográfica do usuário através de GPS ou triangulação de sinal do celular

Geotag — é uma etiqueta digital que localiza onde uma foto foi tirada, por exemplo

Gif animado — o princípio básico da animação (imagens em sequência) compactado em uma única imagem. Funciona quase como um minivídeo

Google — nosso querido Big Brother. Reinventou a web há dez anos, espalhou-se por todas as áreas do mundo digital e até virou verbo

GPS — sistema de posicionamento global. Localiza o usuário por meio de coordenadas geográficas

HD — você grava os seus arquivos no HD, sigla para disco rígido em inglês. Alguns podem ser vídeos em HD, sigla em inglês para alta definição

HDMI — é a porta para entrada e saída de som e imagem em alta qualidade, comum em aparelhos mais novos

Hoax — é o bom e velho boato. Na web, eles ganham vida própria

HTML — a linguagem de programação que inaugurou a web ainda está presente na maioria dos sites

Hub — aparelho que conecta vários equipamentos entre si

IM — programa de mensagem instantânea, ou bate-papo em tempo-real (MSN, Gtalk e Skype)

IP — endereço IP é uma espécie de RG do seu computador na internet

iPad — o tablet da Apple, computador em forma de prancheta, é a vedete do momento

iPod — é um tocador de música digital ( MP3) lançado em 2002 pela Apple. Virou sinônimo de MP3 Player

Javascript — linguagem que reúne pequenos aplicativos dentro de um programa ou site

Kindle — o e-reader da Amazon deu a largada na corrida pelo novo suporte para livros digitais

LCD — sigla em inglês para tela de cristal líquido, usada em TVs e monitores finos

LED — sigla em inglês para diodo emissor de luz, também é como se batiza monitores ou TVs que usam tecnologia

Linguagem de programação — é o conjunto de comandos e códigos que constroem programas e o sites. Alguns exemplos: HTML, JavaScript, Flash, etc.

LOL — sigla para “Laughing Out Loud”, ou rindo bem alto. Equivale a dar uma gargalhada

Mashup — é o que acontece quando dois programas — ou duas músicas — se misturam num só

Metadata — é o dado do dado: informações atreladas a um arquivo, como nome do autor, data de criação, geolocalização

Mídia colaborativa — dá para ser autor de uma obra com vários outros autores, sem ter contato com eles, ao mesmo tempo em que todos escrevem (e editam)? Claro que dá!

Mídias sociais — redes sociais passaram a ser utilizadas como mídias — e por qualquer um!

Mobile — termo em inglês para portátil

N00B — o termo, escrito com zero no lugar do o, vem de newbie: novato ou inexperiente

Nuvem — programas e dados podem ser guardados online, ou “na nuvem”, como se diz

OLD — sabe quando mandam um vídeo ou link que você já viu? Se quiser tirar sarro, é só responder: OLD

Open ID — Sistema de identificação que permite acesso vários serviços com apenas um login e senha

Open Source — programas de código-aberto, são gratuitos e podem ser alterados por qualquer um

Peer-to-peer — é o nome que se dá à troca de arquivos entre dois computadores, sem intermediários

Pendrive — memória portável. Pequeno e prático, ele matou os disquetes e os CDs graváveis

Plasma — é o terceiro tipo de tela para monitores planos e leva esse nome devido ao material que gera as imagens em movimento

Postar — é o verbo para designar quando qualquer coisa é publicada online (foto, vídeo, blog, tweets, etc.)

QR Code — espécie de código de barras feito para ser lido por câmeras de celular —geralmente faz o aparelho acessar um site específico

Rede social — antes delas, se você quisesse achar alguém online, dependia da possibilidade de ele ter seu próprio site. Com as redes sociais, como o Orkut e o Facebook, todo mundo está online

ROFL — “Rolling on the floor laughing”, ou rolando no chão de tanto rir: é um superLOL

Roteador — aparelho que, ligado ao modem, redistribui a conexão de internet para outros computadores num mesmo ambiente

RSS — forma de acompanhar sites sem precisar entrar neles. As atualizações são reunidas no agregador, um leitor de RSS

Script — são comandos que executam funções específica dentro de um site

SEO — sigla para “Search Engine Optimization”: ações e truques que melhoram a posição de um site em um resultado de busca

Sistema operacional — software fundamental de qualquer computador, que faz que todas as placas e programas instalados funcionem. Exemplo clássico: Windows

Startup — empresa recém-criada e ainda em busca de espaço no mercado da tecnologia, como o Foursquare

Subir — é quando você pega um arquivo do computador e o disponibiliza na internet. Também vale dizer upload

TAG — ao pé da letra, é etiqueta. São termos que organizam o conteúdo na internet

Tumblr — é como se fosse um blog, mas com foco em republicar coisas legais que você viu online — e é mais fácil de usar

Twitter — um blog para posts curtos, uma rede social ou uma nova mídia? Os três!

URL — é o endereço do site, o que você escreve na barra do navegador

USB — é aquela entrada que tem a ponta retangular. USB é sigla para porta serial universal, em inglês

Viral — quando um vídeo, link ou foto parece que se espalha sozinho na web, ele virou um viral

Voip — programas que permitem usar a web como telefone

WEB 2.0 — 2.0: é a web social, que todos produzem

Web 3.0 — web semântica, nela, conteúdo de diferentes sites interagem entre si e com o usuário

Widget — aplicativo instalado em outro programa para fazer funções específicas

Wiki — linguagem que permite a criação coletiva e colaborativa

WTF — para comentar coisas absurdas e incompreensíveis

XXX — classificação da indústria do cinema para filmes com cenas de nudez, foi adotada pela indústria pornô para deixar claro que há sexo explícito. Se o site tem três X, já sabe...

YouTube — o site do Google é o maior repositório de vídeos do mundo

ZIP — Arquivo que contém outros arquivos, compactados para aproveitar melhor o espaço e facilitar as transferências
 
do Jornal do Estado

Paraná é o 5° Estado com maior número de livrarias no país

28 de jul de 2010

Associação Nacional das Livrarias divulga pesquisa sobre o setor e os dados mostram que o estado precisaria de pelo menos o dobro de pontos de venda, que atualmente são 178

O Brasil, que hoje tem 2.980 livrarias, precisa de pelo menos mais 2.980. Quem afirma é Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), entidade composta por 800 associados, que na manhã de ontem divulgou o Diagnóstico do Setor Livreiro, uma radiografia da situação desse mercado que, atualmente, também comercializa outros produtos.


A pesquisa mostra algumas contradições, que dizem muito sobre o país. “Há cada vez mais livrarias sendo inauguradas em grandes centros, mas, em cidades de até 80 mil habitantes, muitas vezes, não há nenhum ponto de venda”, afirma Tavares, também proprietário das Livrarias Loyola, hoje com três lojas na capital paulistana.
 
O livreiro aponta ainda para um fato que costuma se repetir em diversos segmentos comerciais: 60% do faturamento do mercado de livros está concentrado nas grandes redes.


O Paraná, quinto estado com mais livrarias no Brasil – são 178 –, teve um aumento de 15% para 19%, no que diz respeito à quantidade de livrarias. Mas, na avaliação de Tavares, a situação paranaense está distante do ideal. Afinal, o Paraná, com os seus 10 milhões de habitantes, tem uma média de uma livraria para cada 60 mil habitantes, e a Unesco recomenda que a proporção seja de uma livraria para cada 30 mil habitantes.

“O Paraná é um bom mercado, com ótimo potencial, mas ainda é carente de livrarias. Mas, analisando a pesquisa, nenhum estado tem um bom índice, apenas os com pequena população, como Roraima e Acre, mas daí a média não é real”, afirma.

Livros infantis e juvenis estão entre os mais comercializados do país

Ele acredita que a situação, não apenas paranaense, mas brasileira, só pode se modificar se houver incentivo do governo federal. Porque, explica o livreiro, vender livro não é um comércio comum. “O livro requer dedicação, conhecimento e sutileza”, conta. Ele lembra que o giro nas livrarias é lento, diferente de um supermercado, que em um final de semana pode liquidar um estoque inteiro. “Na livraria, há títulos que podem levar um ano para vender. A lógica é outra”, conta.

Tavares chama a atenção para outro problema que precisa ser resolvido, a partir dos dados da pesquisa. Mais de 50% das livrarias brasileiras ainda não estão informatizadas, o que se reflete em queda de vendas. “Quem não aderir à tecnologia vai perder terreno e pode até fechar”, comenta.

Repercussão local

O diretor da Livrarias Curitiba, Marcos Pedri, sabe, pela experiência, que os dados da pesquisa da ANL se refletem em seu própria negócio. Em 2006, quando foi feito o levantamento anterior, o grupo tinha 13 lojas. Hoje, são 17 unidades, um aumento de 30%. Os planos preveem a abertura de duas novas lojas por ano, o que vai permitir uma expansão pelo interior do estado.

Pedri confirma que, além dos livros, CDs e DVDs, artigos apontados pela pesquisa como os itens mais vendidos em livrarias, têm muita procura nas lojas do grupo. Ele lembra que, como acontece em muitos pontos de venda de livro no Brasil, uma saída é comercializar ingressos para inúmeros shows e promover eventos. “Promovemos mais de mil eventos culturais gratuitos por ano, tais como lançamento de livros, pocket shows, exposições, palestras, debates, clubes de conversação de idiomas, entre outras ações”, comenta.

O diretor confirma ainda outra percepção da pesquisa da ANL: o potencial que representam os atuais pequenos leitores. Entre os livros mais comercializados no Brasil figuram, com 74% e 69%, respectivamente, livros infantis e juvenis. Pedri conta que a literatura infanto-juvenil está entre as mais vendidas pelo grupo. “O incentivo da leitura entre as crianças é uma necessidade cada vez maior e o estímulo se torna importante desde pequeno pela parte dos pais, escolas e também pelas livrarias. As crianças precisam ser educadas e orientadas para, no futuro, votarem com consciência e defenderem seus ideais. Mais do que futuros eventuais clientes, futuros leitores ajudam no progresso do país”, conclui.
 
Raio X


Saiba mais sobre a pesquisa Diagnóstico do Setor Livreiro, realizada pela Associação Nacional de Livrarias (ANL):

Metodologia

A Associação Nacional de Livrarias (ANL) delimitou um universo de 2.980 livrarias (número total de pontos de venda reconhecidos pela entidade no país) e definiu uma amostragem de 739 estabelecimentos.

Pequenos

De acordo com a pesquisa, 63% das livrarias são grupos que possuem apenas uma loja. Os grupos que possuem de 101 a 200 lojas não passam de 6%.

Temas


Entre os grupos com apenas uma loja, os livros mais vendidos são de literatura geral (25%), religiosos (18%) e didáticos (14%). A situação é muito parecida entre os grupos com duas lojas, em que vende-se mais literatura geral (29%), didáticos (23%) e religiosos/direito e usados (12%).

Além de livros

Nas livrarias brasileiras, com exceção dos livros, os produtos mais procurados são CDs e DVDs (54%), material de papelaria (34%), artigos religiosos (32%) e presentes (31%).
 
da Gazeta do Povo

Stieg Larsson é primeiro autor a superar a marca de 1 milhão no Kindle


LOS ANGELES - Stieg Larsson, autor de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres", tornou-se o primeiro escritor a superar a marca de 1 milhão de livros eletrônicos vendidos no Kindle, graças à trilogia de sucesso "Millennium", informou a varejista online Amazon.com nesta terça-feira.


O sueco Larsson, que morreu em 2004 antes que seus romances se tornassem best-sellers ao redor do mundo, foi nomeado o primeiro membro do "Kindle Million Club", de acordo com a Amazon.com

Os três livros da trilogia, cuja terceira parte "A Rainha do Castelo de Ar" foi publicada pela primeira vez na Suécia em 2007, estão entre os 10 livros eletrônicos mais vendidos para o leitor Kindle em todos os tempos.

As versões impressas venderam mais de 27 milhões de cópias ao redor do mundo e foram traduzidas do sueco para mais de 40 idiomas.

"Os livros de Larsson cativaram milhões de leitores ao redor do mundo e despertaram um interesse voraz pelas vidas de seus personagens principais Lisbeth Salander e Michael Blomqvist", disse Russ Grandinetti, vice-presidente do conteúdo para o Kindle, em comunicado.

O Amazon.com, maior vendedor mundial online de livros, lançou seu leitor eletrônico Kindle em 2007. O aparelho compete com o iPad, da Apple, o Reader, da Sony, e o Nook, da Barnes & Noble.
 
do O Globo

De olho na limpeza dos óculos 3D

26 de jul de 2010

Projeto na Câmara obriga a esterilizar e embalar os objetos individualmente. Médicos comemoram, mas redes acham “desnecessário”

A popularização dos filmes em terceira dimensão (3D) nos cinemas exige cuidados especiais do consumidor com os óculos usados nesse tipo de exibição. A possibilidade de transmissão de doenças infecto-contagiosas por meio dos óculos compartilhados entre uma sessão e outra exige um rigoroso processo de higienização desses itens.


 
Flávia Villela, do Imax Palladium, diz que com o processo atual ninguém toca nas lentes dos óculos

Um projeto que tramita na Câmara dos Deputados em caráter conclusivo – não precisa ser votado pelo plenário para poder virar lei – quer obrigar as redes de cinema a higienizar e embalar os óculos utilizados pelo público nas sessões. Pela proposta, os óculos deverão ser esterilizados e embalados em plástico com fechamento a vácuo. A lei estabelece sanções para os cinemas que descumprirem a regra, que vão de advertência a multa de R$ 500, mais R$ 50 por dia de descumprimento após a notificação.
 
Médicos oftalmologistas aprovam a iniciativa, mas redes de cinema consideram o projeto de lei “desnecessário”. As principais empresas que exibem filmes em 3D no Paraná garantem já fazer a higienização dos óculos, embora o processo empregado pela maioria não atenda às especificações previstas no projeto.


Segundo a analista de marketing do Imax Palladium, Flávia Villela, a rede faz a esterilização de todos os óculos entre uma sessão e outra com o uso de uma máquina importada. “Após o uso, os óculos passam por dois ciclos de lavagem de alta pressão e alta temperatura, com o uso de detergentes especiais e bactericidas. O processo é todo automatizado e ninguém toca nas lentes. Da máquina, eles vão para uma bandeja e são entregues aos clientes por funcionários que usam luvas descartáveis. Não vemos necessidade de embalar em plásticos”, argumenta.

Processo semelhante também é adotado pelas redes UCI e Cinesystem. “Desde o início das exibições de filmes em 3D já fazemos a higienização e a identificação dos óculos”, afirma o diretor da rede Cinesystem, Eduardo Vaz. Segundo ele, o investimento na máquina de lavagem foi de cerca de US$ 8 mil. Das principais redes que atuam na capital, a Cinemark é a única que embala e lacra os óculos após o processo de limpeza, conforme o projeto determina.

Para a médica oftalmologista e professora da UFPR Ana Tereza Ramos Moreira, a simples lavagem dos óculos não elimina por completo o risco de contaminação, já que eles ficam expostos ao contato das mãos de consumidores e funcionários. Segundo o médico oftalmologista Artur Schmitt, sem a devida esterilização o compartilhamento dos óculos representa um alto poder de contaminação, em especial da conjuntivite bacteriana e viral. “Esse tipo de infecção, geralmente, é muito agressiva e pode deixar sequelas na córnea do paciente”, explica Schmitt. O médico diz que o ideal seria se todos os óculos fossem descartáveis. “Como isso, no Brasil, é impossível, o ideal é que o usuário faça a limpeza dos óculos com lenços e álcool em gel antes de usá-los”, recomenda.
 
Repasse
Ingresso subiria, dizem cinemas

Se aprovada, a lei que obriga os cinemas a oferecer óculos 3D embalados individualmente em saquinhos esterilizados pode aumentar o custo dos ingressos para os consumidores, dizem representantes das redes de cinema. “O custo de higienização dos óculos está embutido no preço dos ingressos”, explica Flávia Villela, do Imax Palladium. As empresas argumentam que embalar os óculos teria um custo adicional, que, provavelmente, seria repassado aos usuários.

A diretora de marketing da rede UCI, Monica Portella, explica que a quantidade de óculos recomendada é de 250% acima da capacidade de cada cinema, para permitir a rotatividade dos óculos durante o processo de lavagem. No UCI Estação, a sala com projeção 3D conta com 252 lugares e 630 óculos e a sala do UCI Palladium, com 274 lugares, tem em torno de 685 unidades.
 
da Gazeta do Povo

Custo para abrir empresa no País é 6 vezes o do Canadá

O custo médio de abertura de empresas no Brasil é quase o dobro do da Colômbia e mais de seis vezes o do Canadá, segundo mostra pesquisa divulgada hoje pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo o levantamento, o custo médio no Brasil é de R$ 2.038, ante R$ 1.213 na Colômbia, R$ 315 no Canadá e R$ 559 na Rússia.


O valor também varia 274% entre os Estados brasileiros, sendo o mínimo na Paraíba (R$ 963) e o máximo em Sergipe (R$ 3.597). Apenas o custo do alvará sanitário pode representar até 41% do total das despesas de abertura.

A pesquisa "Como Facilitar a Abertura e Legalização de Empresas no Brasil", divulgada em documento pela instituição, considera as empresas abertas em 2008, quando o gasto total no Brasil com a abertura de negócios foi de R$ 430 milhões. "Se as nossas taxas fossem semelhantes às dos outros países do grupo dos Brics, esse gasto teria sido de R$ 166 milhões", informa o estudo. A sigla Brics refere-se ao grupo de países emergentes que inclui Brasil, Rússia, Índia e China.

Além do custo elevado, a pesquisa mostra uma diferença significativa de despesas entre as várias regiões do País. O custo da autenticação de cópias de documentos em cartórios varia 307% - o Rio de Janeiro é o Estado com o maior preço (R$ 183) e a Bahia tem o menor (R$ 45). Ainda de acordo com o estudo, a cobrança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para o advogado dar vistas ao contrato social não tem regras. Algumas regionais da OAB determinam honorários em função do capital social, enquanto outras observam o tipo de sociedade. Há ainda casos em que é cobrado um valor fixo. Esse custo varia 1.241%, chegando a R$ 2.681 em Santa Catarina.

Segundo o documento da Firjan, em todas as taxas foram encontradas grandes variações entre os Estados brasileiros. O valor cobrado para registro de empresas nas Juntas Comerciais, por exemplo, varia 567%. Já a taxa para obter alvará do Corpo de Bombeiros varia de R$ 72 (Acre) a R$ 2.442 (Sergipe). A média nacional é de R$ 665. A Firjan destaca ainda o tempo estimado para abertura de empresas no Brasil. Os procedimentos burocráticos passam por seis a oito etapas, com o pagamento de 12 a 16 taxas e a emissão de 43 documentos.
 
do Paraná Online

Justiça move ação e pede fechamento do Orkut

22 de jul de 2010

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra o Google, citando que a rede social Orkut, a mais popular no Brasil, “teria se tornado palco de condutas ilícitas e criminosas”. A ação, que afirma que dentre os delitos estão “crimes contra a honra, apologia ao crime, pedofilia, falsa identidade, dentre outros”, pode resultar, em caso extremo, no fechamento do Orkut no País.


O órgão entende que, mesmo não podendo atribuir à empresa os crimes cometidos pelos usuários, o Google é corresponsável a partir do Orkut porque os problemas acontecem “em função de falhas na gestão do sistema”. A Procuradoria afirma que a empresa não possui qualquer mecanismo eficiente de controle do conteúdo, impedindo de verificar a identidade daqueles que acessam o seu serviço.

O Google tem 120 dias para tomar providências que possam impedir os crimes cometidos no Orkut. Na lista de medidas estão manutenção de IPs e de registros de acesso de usuários em comunidades, desenvolvimento de um sistema que identifique perfis, comunidades ou páginas dedicadas à pedofilia e a crimes, inclusive de marcação de brigas entre torcidas de agremiações esportivas rivais, comunicando a existência ou suspeita de existência imediatamente ao Estado. Um sistema com palavras-chave seria criado para facilitar a busca por estes temas.

Em caso de descumprimento das medidas, a Procuradoria requer que “o serviço oferecido pelo site seja interrompido e o Google sofra multa não inferior a R$ 100 mil por dia”. A ação apresentada na 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro ainda solicita que seja realizada uma campanha midiática, incluindo jornais, rádio e televisão em horário nobre, com o objetivo de alertar pais e responsáveis sobre os riscos de utilizar a internet e o Orkut.

O Google afirma que ainda não foi notificado da existência da ação e, por conta disso, não comenta o assunto. A empresa disse que “reafirma seu comprometimento com o respeito à legislação brasileira”.

A companhia também disse que “oferece plataformas tecnológicas para que milhões de pessoas possam criar e compartilhar seus próprios conteúdos e que o uso indevido da liberdade destes serviços que desrespeitem as normas de uso dos serviços que estão claramente expressas nos respectivos sites, são passíveis de denúncia pelos usuários”.
 
do Jornal do Estado

Brasileiros tiram mais fotos

Quando era preciso comprar filme e depois mandar revelar, você tirava em média 60 fotos por ano. Hoje, usando sua câmera compacta ou a que vem embutida no celular, você tira 10 vezes mais fotos: a média pessoal subiu para 600 por ano, segundo a Kodak.


Não é à toa. Quando há câmeras por todos os lados, é muito mais fácil tirar uma foto. No ano passado, 60% dos celulares vendidos no Brasil tinham câmera. No Flickr, um dos maiores repositórios de fotos do mundo, a câmera mais usada é a do iPhone 3G, na frente de todas as outras, profissionais ou não E hoje, no Brasil, dá para comprar uma câmera compacta de marca tradicional por cerca de R$ 350. Por tudo isso, foto e vídeo se tornam cada vez mais acessíveis.

Mas não são só os amadores que estão mudando os hábitos na hora de tirar fotos. Alguns fotógrafos profissionais têm se rendido às facilidades do digital.

Eles preferiram trocar o equipamento pesado por um celular com câmera e explorar as limitações do aparelho (como a falta de zoom óptico, lentes angulares e qualidade de imagem) para criar uma nova linguagem. “O equipamento profissional é complicado de mexer e muito difícil de transportar”, justifica o fotógrafo norte-americano Jay Soto, autor do projeto Androidography, que reúne fotos tiradas com o Nexus One, o celular do Google. Jay vê, nos avanços da fotografia digital, uma espécie de volta à nostalgia dos tempos da Polaroid. “A beleza da fotografia tirada com o celular está no fato de que não precisa de técnica. É apontar, clicar e compartilhar”, diz.

Outro fotógrafo americano que trocou o equipamento profissional pelo celular, Glyn Evans cuida do blog iPhoneography, só de fotos tiradas com o aparelho da Apple: “Com o iPhone, minhas fotos ficaram mais espontâneas e divertidas. Ultimamente, eu quase não tenho usado minha câmera profissional.” A fotógrafa brasileira Carol Zaine é dona de um Nokia 5580 que usa capturar “peculiaridades da cidade de São Paulo com um olhar de turista”, como explica. A partir da ideia, ela criou o blog Sampa pelo Cel, onde posta as fotos que tira com o aparelho. “A ideia é mostrar que não é preciso uma boa câmera. Quero explorar o olhar. O celular capta a luz legal, mas não perde aquela ‘cara tosca’ de foto de celular”, explica.

FLICKR/PICASA OU ORKUT/FACEBOOK?

Flickr

O serviço tem aplicativos que facilitam o upload de fotos e rodam em Android, Blackberry e iPhone. Também é possível fazer o upload online, pelo site do Flickr, acessando-o com o navegador do celular

Picasa

Android e Blackberry têm sua versão oficial do aplicativo Picasa. Para iPhone, use o kcPicasa, gratuito na Appstore da Apple. Em ‘upload’, escolha os álbuns e suba as fotos que tirou ou então tire as imagens para então subi-las

Facebook

Baixe o Facebook Mobile (disponível para Android, Blackberry e iPhone). Na aba ‘Photos’, escolha um dos álbuns já existentes (ou crie um) e clique no botão ‘+’. Daí, é só tirar a foto, ou subir uma que você já tirou

Orkut

Use o Mobo no Blackberry, o OrkUp no iPhone ou o Orkut Mobile para Android. Selecione o álbum, clique no ícone de imagem no Mobo, em ‘Upload’ no OrkUp e em ‘Menu/Share’ no Orkut Mobile, e selecione as fotos
 
do Jornal do Estado

Violência do bullying e cyberbullying

21 de jul de 2010

Por Gislaine Barbosa de Toledo


Educar sempre correspondeu à transmissão de conhecimentos, contudo, nos dias atuais, as escolas estão se transformando em ringues de violência, ao contrário de formar cidadãos, formam criminosos e delinquentes, constatando-se a triste realidade de inversão de valores. Vivemos um paradigma, pois as famílias terceirizaram a educação de seus filhos para a escola, contudo, as escolas não estão preparadas para receber tamanho fardo de moldar o caráter de seus alunos.

Os índices de violência nas escolas são ascendentes e muito pouco tem sido efetuado para amenizarmos, diminuirmos ou controlarmos a mesma. Constantemente, os meios de comunicação noticiam casos de violência nas escolas como brigas, mortes, efetuadas dentro do ambiente escolar ou nas ruas adjacentes, fazendo com que a violência escolar reflita de forma negativa no aspecto social, psicológico e jurídico de todos os envolvidos. Como métodos atuais de violência estudantil temos o “bullying” e o cyberbullying”: “Bullying” – são as violências físicas (agressão, roubos, amedrontamentos) ou psicológicas (isolamento, humilhações, insultos ou apelidos pejorativos) de forma intencional e pessoal, repetitiva e sem motivação evidente, ou seja, poder do mais forte em relação ao mais fraco.

“Cyberbullying” – são todos os tipos de agressões efetuadas de maneira virtual como fotos ou boatos que deponham contra a imagem da pessoa, veiculados em celular, computador, blogs e redes de relacionamentos se escondendo o agressor nos meios eletrônicos. As referidas violências desencadeiam sofrimentos psicológicos, além de medo, raiva e vergonha, podendo em casos extremos chegar ao suicídio. Diversos estados brasileiros estão criando leis visando coibir as referidas práticas.

No Poder Judiciário existem sentenças inéditas sobre o tema em apreço que começam a serem proferidas aplicando penalidades de danos morais, como a sentença do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul de 12/07/2010, referente a “cyberbullying” – Apelação Cível Nº 70031750094, Sexta Câmara Cível e do Tribunal do Distrito Federal pertinente a “bullying”, processo 20060310083312, 2ª Turma Cível, julgado em 09/07/2008. As referidas sentenças se baseiam na esfera civil como ilícito com supedâneos nos artigos 1286, 187, 927, 932 e 933 do novo código civil, código de defesa do consumidor art. 3º e 14º e Constituição Federal, sendo responsáveis todos aqueles que tenham contribuído para referida propagação sem as devidas cautelas.

O Ministério da Educação (MEC) apesar de não possuir poder fiscalizador nas escolas, está preocupado com o referido tema tendo criado a secretaria (Secad) e implantado o Projeto “Escola que Protege”, além do livro “Formação de Educadores (as) – Subsídios para Atuar no Enfrentamento à Violência Contra Crianças e Adolescentes”, visando à capacitação de professores. Necessário uma reavaliação não só dos métodos pedagógicos embutindo maiores critérios de cidadania.
 
do Bem Paraná

Proteste avalia 8 marcas de tintura para cabelo

Análise envolveu a coloração de tonalidade vermelha, por ser uma da mais usadas no inverno

Para quem quer pintar os cabelos de vermelho, uma das cores mais em alta neste inverno, existem diversas opções no mercado. Mas, além de colorir os fios, algumas também deixam marcas em roupas e toalhas e outras ainda vêm com informações não muito claras na embalagem. E a qualidade também preocupa quando o assunto é fidelidade da cor. Por isso, a Proteste – Associação de Defesa dos Consumidores , que já realizou um teste com as principais marcas de tintas pretas, comparou os tons vermelhos, cada vez mais usados.


Foram comparadas no estudo oito marcas de tinta permanente vermelha em mechas padronizadas brancas e castanhas, e também foram realizados testes dos produtos com voluntários (um cabeleireiro aplicou os produtos). A equipe da Proteste avaliou, entre outros itens, a resistência à lavagem, a eficiência na coloração, a homogeneidade, o brilho e a intensidade da cor.

Entre os oito produtos avaliados, Koleston se destacou por ser o que melhor cobre os cabelos brancos, além de proporcionar a coloração mais duradoura. Também foi o que recebeu a melhor avaliação dos cabeleireiros quanto ao volume, à tonicidade dos cabelos, ao brilho e à homogeneidade. Curiosamente, esta é a tinta que mais mancha a pele e as roupas na primeira lavagem.

Já a Biocolor, eleita a escolha certa pela equipe, também cobre bem os fios brancos e proporciona coloração intensa, brilhante e correspondente à indicada na embalagem. A principal diferença em relação à Koleston é que após 15 lavagens a cor já não está tão homogênea.

No Brasil, oito em cada dez mulheres são adeptas da coloração para os cabelos. O país detém a liderança do ranking de consumo de tintas para cabelos com 14% do mercado, e a tendência é que esse índice cresça ainda mais, por conta do interesse dos jovens pelo assunto e pela inovação dos fabricantes no lançamento de novos produtos.

Embalagens — A variedade de marcas e a quantidade de tons seduzem o consumidor ávido por novidades. Mas, de acordo com a Proteste, não há um padrão oficial para as nuances nas embalagens, o que dificulta a vida de quem não encontra o produto que está acostumado a usar ou deseja trocar a marca sem mudar a cor. Foi por essa razão que a equipe testou tons similares, e não equivalentes, uma vez que os fabricantes não seguem uma regra.

A forma de apresentação da classificação dos produtos também confunde. Em uma pesquisa realizada com os associados da Proteste, a metade afirmou que usa produtos tonalizantes (os famosos “xampus tonalizantes”, com água oxigenada e sem amônia, que não fixam tão bem a cor quanto as tinturas), mas, quando questionados sobre a marca, muitos citaram nomes de tintas permanentes.

Ainda segundo a avaliação da Proteste, embora os fabricantes não apresentem a informação sobre o tipo de tintura de forma clara, os rótulos contêm outros dados exigidos por lei, como SAC, validade, lote, composição, advertências e modo de uso.
 
Teste não encontra metais pesados
 
Nenhuma das marcas de tinta permanente testadas pela Proteste continha metais pesados. Com relação às substâncias alergênicas, Koleston, Avon Techniques e Cor & Ton afirmam que “podem conter” algumas substâncias irritantes (apesar dessa forma de referência ser permitida pela lei, são necessárias informações concretas, que podem servir de referência para pessoas alérgicas). Os demais produtos testados afirmam de forma clara conter as substâncias.


Em nenhuma das embalagens foi encontrada a especificação do que os fabricantes consideram como um “comprimento longo” dos fios. Koleston e Biocolor indicam, somente na bula, a necessidade do uso de dois kits para cabelos compridos ou volumosos. Essa omissão, segundo a Proteste, poder trazer transtornos ao consumidor que descobrir esse detalhe em meio ao processo de pintura — que, uma vez iniciado, não pode ser interrompido, e na falta o cabelo não ficará com uma cor uniforme.

Prova do toque — Pintar os cabelos de vermelho exige uma série de cuidados, principalmente se você faz o procedimento em casa. É importante ler o manual de instruções e seguir as recomendações, tais como usar luvas durante o manuseio e a aplicação, passar um creme hidratante (o mais indicado, no entanto, é o uso de gel de cabelo) nas regiões próximas ao couro cabeludo — como testa, nuca e orelhas — para evitar manchas na pele e lavar imediatamente roupas ou toalhas com vestígios de tinta, para não manchar as peças.
 
do Jornal do Estado

Homens estão cada vez mais vaidosos e dedicados ao relacionamento familiar

15 de jul de 2010

Segundo última pesquisa divulgada pelo IBOPE Mídia, em 2007, os homens representam 50% da população mundial. No Brasil, o percentual de habitantes do sexo masculino é de 48%. No entanto, muitas dessas pessoas têm se enquadrado num novo modelo de homem que surgiu nos últimos tempos. Se antes eram vistos como os responsáveis pelas finanças da família, sem ter tempo para os filhos e sem cuidados com a beleza, hoje a realidade é outra. O modelo masculino diversificou-se e ganhou novos papéis.


No próximo dia 15 de julho será comemorado o Dia do Homem. A data, até então desconhecida por muitos, começa a ganhar espaço. Hoje, eles se preocupam mais com os filhos e se interessam pelas atividades domésticas, que vão muito além de limpar a casa e levar as crianças para a escola.

Na agência de relacionamentos Par Ideal, de Curitiba, é possível perceber essa mudança de comportamento. Dos homens cadastrados à procura de uma parceira, 98,3% afirmam que estão dispostos a ajudar na educação dos filhos. Nas tarefas domésticas, 93,7% garantem que ajudariam. Os menores índices de aceitação estão entre os homens mais velhos, principalmente entre 51 e 60 anos. “Esses números já mostram uma disposição muito maior dos homens em dividir as obrigações” afirma Sheila Rigler, pedagoga e diretora da agência. “Há quinze anos, quando abri a Par Ideal, os homens eram muito mais resistentes a esse tipo de atividade”, lembra Sheila.

E as mudanças vão além do cuidado com a família. Se antigamente as mulheres preparavam alimentos que atraiam pela aparência e gosto, atualmente muitos homens são verdadeiros artistas na cozinha e em alguns casos cozinham melhor do que as mulheres. “Agarrar um marido pelo estômago era um conselho do tempo das avós. Hoje, os homens usam panelas como armas de sedução”, comenta Sheila, que já percebeu que o homem moderno esta usando as mudanças no comportamento como aliadas no momento da sedução. Não são poucos os homens que vão para cozinha, agora eles fazem parte de uma parcela da população cada vez maior.

Eles estão mais vaidosos também, tentando se cuidar sem grandes exageros, mas utilizando o cuidado com a aparência como aliado para as relações profissionais e familiares. E as mulheres estão mais exigentes em relação aos cuidados com a aparência masculina. Uma pesquisa realizada pela NIVEA em parceria com a Millward Brown Brazil para entender os hábitos masculinos em relação a vaidade mostram que os homens estão mais vaidosos e consumindo cosméticos desenvolvidos especialmente para eles. De acordo com a pesquisa, o cuidado mais comum entre eles se inicia aos 17 anos, quando começam a fazer a barba. Mas isto agora é pouco.

De acordo com a última pesquisa divulgada pelo IBOPE Mídia sobre o comportamento do homem moderno, 56% afirma usar algum produto para cabelo, corpo ou rosto e 23% estão dispostos a fazer cirurgia plástica. “Os homens já conquistaram um mercado especializado que inclui dermatologistas, spas e salões de beleza”, afirma Sheila Rigler que acredita que longe de ser um metrossexual, o homem vem buscando se cuidar, o que os ajuda não apenas na estética, mas como uma melhora na qualidade de vida.

Boticário aposta na linha masculina

14 de jul de 2010

Para atender um segmento cada vez mais crescente, o Boticário reformula a linha Boticário Men – a mais completa do mercado – e apresenta novidades que prometem agradar o público com tecnologias avançadas e praticidade para o dia a dia. Segundo a gerente de categoria de Cuidados Pessoais, Vanessa Schroeder, estudo realizado pela Research International, em 2009, em São Paulo, mostra que quase 40% dos homens consideram muito importante cuidar da beleza. Já 21% dos entrevistados acreditam ser extremamente importante investir nesses cuidados. Pensando nisso, a linha Boticário Men apresenta um mix de soluções ainda mais completo. A primeira novidade na reformulação é a fragrância dos produtos, que passa a ser mais suave, mas mantém a mesma nota olfativa. Os consumidores contam também com três novos produtos – Gel de Limpeza Facial, Sabonete em Barra e Tônico Antiqueda –, além de um Estojo de Viagem com miniaturas de quatro itens. Os produtos Azulen – tradicionais entre o público masculino – passam a integrar a linha Boticário Men, o que a torna ainda mais prática e eficiente.


A identidade visual também traz inovação. Na cor grafite, as embalagens evidenciam o nome da linha, com a logo da marca e as tarjas coloridas, para facilitar a identificação de cada segmento: rosto, cabelos, barba, desodorantes, banho e azulen. Com as novidades, Boticário Men oferece 14 produtos e um estojo de viagem.

Além dos novos produtos, o Boticário preparou acessórios exclusivos para os homens, vendidos em edição limitada, e que são ótimas opções de presente para o dia dos pais. A mala de viagem é uma boa pedida para pais que gostam de viajar ou frequentam academia. Para aqueles que não desgrudam do filho, o chaveiro porta-retrato eletrônico é ideal. E a nécessaire grande para viagem com frascos promete agradar os pais vaidosos e que se cuidam.

do Jornale

Temakis doces invadem o WikiMaki

13 de jul de 2010

O WikiMaki, restaurante japonês casual que é um misto de temakeria com restaurante japonês tradicional, acaba de lançar um temaki doce quente de banana com canela para aquecer os dias mais frios do ano. Enrolado com o pão folha exclusivo do restaurante, esta sobremesa tem conquistado a cada dia mais adeptos. “Estamos com sete sabores de temakis doces no cardápio e já estamos pensando em incorporar mais alguns”, comenta João Manuel de Carvalho Cardoso, Gerente de Comunicação.

Atualmente o WikiMaki possui temaki doce de brigadeiro com banana, dois amores com morango, brigadeiro branco com morango, nutella com morango, doce de leite com coco queimado e banana, paçoca com morango, além do lançamento de inverno citado acima.

Serviço:

O WikiMaki aceita cartões de crédito, débito e refeição. O restaurante abre de segunda-feira a quinta-feira das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 00h. Sexta-feira funciona das 11h30 às 14h30 e das 18h30 às 02h. Sábados das 12h às 02h e domingos das 18h30 às 00h.

Temaki quente de banana com canela: R$ 8,90
Temaki de brigadeiro com banana: R$ 6,90
Temaki dois amores com morango: R$ 6,90
Temaki brigadeiro branco com morango: R$ 6,90
Temaki nutella com morango: R$ 6,90
Temaki doce de leite com coco queimado e banana: R$ 6,90
Temaki paçoca com morango: R$ 6,90

Perfil WikiMaki

Inaugurado no final de 2009 o WikiMaki é um restaurante japonês casual, sendo um misto de temakeria com restaurante japonês tradicional. No cardápio do restaurante, além da maior variedade de sabores de temakis de Curitiba, há também os clássicos da cozinha japonesa O ambiente descontraído foi todo projetado para criar um novo conceito: “Casual Japanese Food”. O objetivo é que o WikiMaki seja a escolha ideal para qualquer situação ou hora do dia, desde uma reunião de negócios ou apenas um encontro entre amigos e família. Quem quiser pode utilizar a opção take away, o wiki delivery (que funciona apenas à noite), além do restaurante. Mais informações podem ser obtidas pelo site www.wikimaki.com.br ou pelo telefone (41) 3049-0029. O WikiMaki fica localizado na Av. Munhoz da Rocha, 624, no bairro Cabral.

Notícias de 2123 - O desaparecimento do futebol

Cristovão Tezza

Na tarde de ontem, foi fechado o último estádio brasileiro, no Pla nalto Central – havia 97 pessoas na arquibancada, portando faixas saudosistas, e muitos levaram donativos não perecíveis aos jogadores. Além dessa ajuda, cada espectador pa gou 5 vales-jogos (padrão à vista) para assistir ao espetáculo. O jo go, que estava zero a zero, terminou na metade do terceiro tempo, quando o goleiro Pe çanha, de 53 anos, se sentiu mal – o centroavante Ahridysson, autor de 4 gols na temporada de 2097, no último torneio do país, emprestou sua velha camionete Pátria para levar o colega enfermo ao Hospital Unificado. Em solidariedade, os jogadores interromperam a partida, sob as palmas da plateia comovida, que incluía alguns familiares dos atletas.

O grande Elefante Branco, como era carinhosamente co nhe cido o campo de esportes projetado para a Copa do Mundo de 2014, mas que só ficou completamente pronto na Copa de 2054, ao custo total de 722 bi lhões de vales-estádios (padrão a prazo), nunca chegou a ocupar seus 80.000 lugares, exceto nas Sete Marchas dos Apóstolos do Quarto Milênio. Na última delas, um desabamento no anel superior, provocando a morte de 322 pessoas, interditou durante três anos o local. Na próxima semana o Elefante será enfim demolido para a construção da Asa Norte do Arqui-Shopping Urbano de Guarapimba III.


O tema do desaparecimento do futebol, um fenômeno que vem de longe, mas que agora voltou a chamar a atenção dos estudiosos, tem sido objeto de mesas-redondas na televisão oficial do país. Ainda ontem o Canal do Es tado en cerrou uma grande enquete sobre o tema. O resultado foi curioso: apenas 7% da população sabia o que era “futebol”, o que significava “escanteio” e como se devia cobrar uma “bola lateral” – muita gente afirmou que ainda deve ser cobrada com as mãos. Entre os que declaravam conhecer o antigo esporte, apenas 12% acertaram o número oficial de jogadores em campo (nove), e não mais de 7% sabiam que o jogo tinha três tempos de 30 minutos cada.

Filmes antigos, al guns já elaborados no hoje obsoleto sistema de 3D (que exigia curiosos óculos escuros especiais, sem fio, para apreciação das imagens) revelam as inacreditáveis multidões que enchiam as praças de esporte, de tal modo que muitos espectadores escreveram às redações sugerindo que aquilo era uma montagem grosseira de estúdio. Utilizando um método neocartesiano de patente finlandesa, um leitor comprovou a impossibilidade matemática de que a simples visão de pessoas chutando uma bola num cercado verde, sem a menor chance do espectador entrar no campo e participar do evento, pudesse atrair aquelas multidões. A ideia de que países eram representados a sério por um conjunto de jogadores em competições intercontinentais, as célebres “Copas”, descritas detalhadamente por um arqueólogo cultural, foi recebida en tre risadas pelos próprios pa lestrantes.
 
da Gazeta do Povo

Woddy, Buzz e Shrek se aposentaram. Quem pode tomar o posto?

11 de jul de 2010

Conheça as franquias que podem ocupar o lugar de 'Shrek' e 'Toy story'. Ogro e caubói de brinquedo se despedem dos cinemas este ano. Vácuo deve ser ocupado por carros, monstros, pandas e um menino viking.

Teaser de divulgação de 'Cars 2', sequência da animação de 2006
Com o fim de "Shrek" e "Toy story", as duas maiores e mais lucrativas franquias de animação dos últimos dez ou 15 anos, Hollywood já especula sobre quais seriam os possíveis sucessores do ogro e dos bonecos de brinquedo nos próximos anos.
No estúdio da Pixar, responsável por estabelecer uma nova era ao lançar o primeiro longa-metragem animado por computador da história do cinema - o próprio "Toy story", de 1995 -, já estão sendo preparadas duas apostas de peso.
Prevista para estrear em 24 de junho de 2011, a segunda parte de "Carros" está sendo concebida pelo próprio chefão da Pixar, John Lasseter, que codirige o longa com Brad Lewis, produtor de "Ratatouille".
Segundo o estúdio, o filme trará de volta o personagem/carro Relâmpago McQueen e o reboque Mate em uma aventura com paradas na Grã-Bretanha, França, Alemanha e Japão. O longa também terá um novo personagem, Finn McMissile, espécie de agente secreto britânico de quatro rodas.
Outro título que volta às telas é "Monstros S.A." A nova aventura dos monstros profissionais que batem cartão dando sustos nos humanos ainda está engatinhando, mas, em abril deste ano, teve sua data de estreia anunciada oficialmente pela Disney/Pixar: 16 de novembro de 2012.
Diretor do primeiro "Monstros", Pete Docter já afirmou em entrevistas que terá algum envolvimento na continuação, mas não especificou que papel ocupará exatamente. Considerado um dos mais talentosos nomes da Pixar atuamente - o recente "Up" também é dele -, Docter já afirmou estar desenvolvendo uma nova história, do zero, que provavelmente só verá a luz do dia em 2013 ou 2014.
Bem antes disso, possivelmente em 15 de junho de 2012, o estúdio estreará um novo título nos cinemas. "Brave" - antes batizado de "The bear and the bow" - será o primeiro longa animado da Pixar escrito e dirigido por uma mulher (Brenda Chapman) e vai contar a história de uma princesa chamada Merida, que luta para escapar de suas obrigações da realeza para se tornar uma respeita arqueira.

Kung Fu Panda
O panda que queria ser ogro

Enquanto isso, no QG de Jeffrey Katzenberg, chefão da DreamWorks, principal rival da Pixar no mercado de animação, um panda gordo e desastrado treina para tomar o lugar de Shrek.
Produto mais rentável da DreamWorks depois dos filmes do ogro verde, o relativamente novato "Kung Fu Panda" conquistou público e crítica desde sua estreia em 2008, graças a um personagem carismático e um elenco de dubladores superstars que incluem Jack Black, Angelina Jolie, Jackie Chan e Dustin Hoffman.
O sucesso do título fez com que a DreamWorks anunciasse uma continuação apenas três meses após o lançamento do primeiro filme. "Kung Fu Panda 2: the kaboom of doom" já está oficialmente em produção e tem previsão de lançamento nos EUA para 27 de maio do próximo ano.
Menor ainda foi o tempo que o estúdio de Katzenberg levou para perceber que tinha em mãos uma franquia promissora e novinha em folha este ano. Lançado em março, "Como treinar seu dragão" teve sua continuação anunciada em abril tão logo as primeiras centenas de milhões de dólares começaram a entrar na conta da companhia - hoje, já são quase US$ 480 milhões em bilheterias mundiais.
Cena de 'Como treinar seu dragão', mais nova surpresa da DreamWorks
História de um menino viking que sonha em se tornar um grande matador de dragões mas acaba mudando de ideia e contrariando as tradições de sua tribo depois de ficar amigo de um, o filme já é o mais bem avaliado da DreamWorks tanto pelos críticos quanto pelo público. O site Rotten Tomatoes, que reúne resenhas das principais publicações norte-americanas, contabiliza 93% críticas positivas ao filme, enquanto no IMDb o longa é atualmente o único representante da DreamWorks entre as 30 melhores animações de todos os tempos segundo os internautas.
Mas "Como treinar seu dragão 2" só deve chegar aos cinemas em 2013. Antes disso, em novembro deste ano, o estúdio planeja lançar o politicamente incorreto "MegaMind", com Will Ferrel e Tina Fey; em 2011, o Gato de Botas de "Shrek" ganha seu próprio filme; e, em 2012, é a vez de a já cansada série "Madagascar" ganhar seu terceiro longa.

Lucro não é tudo

Na lógica dos blockbusters, continuações são geralmente mais lucrativas que os filmes originais. Foi assim com o segundo e o terceiro "Shrek", que superam em centenas de milhões de dólares o primeiro em faturamento mundial, e também com a sequência de "Madagascar".
Cartaz da animação 'MegaMind', da DreamWorks, que deve sair em novembro de 2010

Na Pixar, a história é a mesma - os dois últimos "Toy story", de 1999 e 2010, batem a bilheteria mundial do longa de 1995 em valores absolutos. Mesmo assim, as continuações continuam sendo mais a exceção do que a regra na Pixar.
Maior sucesso comercial do estúdio até hoje, "Procurando Nemo" não tem planos para uma sequência tão cedo. O mesmo vale para "Os incríveis" "Ratatouille" ou "Wall.E", todos com renda acima do meio bilhão.
A resistência principal é de John Lasseter, que chegou a exigir da Disney na época em que as empresas se fundiram que nenhuma continuação seria feita sem que ele desse a palavra final. "Se nós tivermos uma boa história, vamos fazer uma continuação", disse.
Resta conferir se a volta de seus carros e monstros às telas será recebida com o mesmo entusiasmo que as aventuras dos agora aposentados Woody e Buzz Lightyear.

do G1

As vozes de Curitiba: do biarticulado à rodoviária

Mantras entoados em voz alta e compassada elevam as orações. Cantar ajuda a espantar os males. A neurolinguística defende que as afirmações positivas sejam ditas em alto e bom som para que o cérebro as tome como verdades. Falar ajuda a colocar tudo em pratos limpos. E isso ao mesmo tempo em que a voz sussurrada nos aeroportos nos leva aos céus, literalmente. Vozes e donos da voz mexem com fantasias, comunicam, criam laços e desvendam intenções e emoções muitas vezes impublicáveis.


Talvez porque a voz, segundo a fo noaudióloga Glori nha Beutten müller, seja um “abraço sonoro”. E, como tal, pode ser firme e acolhedor, contido e até indesejado. “Voz boa, assim como um bom abraço, é suave, não é alta nem forte demais, não invade o espaço alheio nem se impõe a qualquer custo. Ela é um elemento de expressão poderoso e, quanto mais consciência se toma disso, melhor. É preciso saber articular, usar bem suas capacidades para que não se perca a qualidade da comunicação”, diz a fonoaudióloga Cida Stier.
 
Depois de anos cantando à noite, Norma Cecy Kaviski ganhou o dia e os anúncios da Rodoferroviária e dos ônibus (Luiz Costa/Divulgação)

Para os profissionais que cuidam da voz e os que a utilizam como instrumento de trabalho, a naturalidade é o limite mais saudável para o seu uso e a característica mais encantadora para o ouvinte. “Quantas pessoas você conhece que não têm necessariamente uma voz bonita, mas contam com uma habilidade com as palavras e atraem muita gente? Beleza é relativa, verdade não. Aquela mania de impostar a voz para falar em público ficou fora de moda, é datado, sem contar que agride as estruturas vocais. A técnica hoje ajuda a extrair o melhor de cada tipo de voz, sem torná-la necessariamente mais grossa”, comenta Cida. “Hoje se corre o risco de impostar a voz e ficar caricato. Não é mesmo Misteeeeer M?”, brinca o jornalista e locutor esportivo Luiz Claudio Nobilo, fazendo referência a Cid Moreira.


O gosto pela naturalidade da voz pode ter uma outra razão, além do conforto ao ouvi-la. A voz é um termômetro perfeito das emoções. E, por isso, torna-se possível “ler” informações disfarçadas pelo discurso. Segundo o psicólogo Tonio Luna, as emoções agem diretamente nas cordas vocais, que alteram sua eficiência, dependendo da intensidade e qualidade da emoção em questão. “Em um momento de estresse e medo, por exemplo, as cordas podem ser estimuladas a produzir sons mais graves ou mais agudos, por alteração de sua espessura. Algumas vezes associamos inconscientemente fatos presentes com outros passados e podemos ter reações emocionais – que afetam a voz, o timbre, a altura – não condizentes com o momento atual”, comenta.

Outra relação entre a voz e as emoções se dá pelos movimentos do diafragma, que controlam a saída e entrada de ar nos pulmões. Este músculo é muito afetado pelos sentimentos e pode, por exemplo, em situações de medo, produzir uma ventilação insuficiente nas cordas vocais, fazendo com que a voz falhe ou apresente alterações de timbre.

Ainda que a técnica vocal seja capaz de controlar boa parte dessas reações, bons observadores conseguem “flagrar” mentiras e tentativas de desviar o foco. Expert em contar histórias, Carlos Daitschman avisa que pequenas pausas, respiração ofegante e muitas ênfases no texto falado podem ajudar a disfarçar intenções escusas. “Contar histórias é uma verdade. Você precisa acreditar naqui lo que está falando para conseguir cativar o outro. Alguns advogados me procuraram para tentar entender o processo da contação de histórias e tentar reduzir o tom ‘oficialesco’ que eles usam durante seus discursos. Quando perceberam que não se trata só de técnica, mas de comprometimento com a verdade, desistiram das aulas”, diz.

Canto das sereias

E o que dizer sobre quem se apaixona por uma voz? Íris Lettieri – a voz oficial dos aeroportos brasileiros – que o diga. A voz sussurrada que anuncia os voos faz marmanjos se arrepiarem. É mais ou menos o mesmo que levou Emílio de Mello a se apaixonar por Fernanda Montenegro em Veja esta Canção, filme de Carlos Diegues, com quatro episódios que contam histórias de amor de naturezas distintas. João, um anotador de jogo do bicho metido a poeta, se encanta por uma voz que vem de um edifício em frente ao seu ponto. Ele imagina e fantasia a dona da voz até se deparar com a personagem de Fernanda Montenegro, bem mais velha que ele, casada com um músico aposentado. Embalado pelo “Samba do Grande Amor”, de Chico Buarque, ele continua amando aquela voz.

A história de cinema ganhou as páginas da vida da locutora Margot Brasil, da Mundo Livre FM. “Eu inventei esse ‘Brasil’ (do sobrenome) depois que ligaram atrás da minha voz na casa da minha avó”, comenta a dona da bela voz rouca que fala na rádio das 12 às 15 horas, todos os dias. “O engraçado é que normalmente as pessoas me imaginam diferente do que eu sou. Acho que rola até uma decepção à primeira vista. As pessoas vêm achando que eu sou negra e aí me veem assim, loira”, brinca. Ela já perdeu a conta, aliás, das vezes que a voz a colocou em saias justas ao telefone: “Era um tal de ‘Bom dia senhor, meu nome é...’ antes de terminarem de falar eu interrompia dizendo que sou mulher e que meu nome é Margot. Aí vinha um sonoro ‘Claro senhor Marcos, como eu ia dizendo...’ Eu já nem fico mais brava com isso”, diverte-se.

* * * * * *

É gooooooollll!

Ao primeiro alô não há dúvidas. A voz parece vir de dentro do rádio. A articulação é de dar inveja, as palavras são bem marcadas e, ao primeiro pedido para narrar um lance de jogo que seja, o discurso atinge a velocidade de uma bola. Ou seria da luz? Pelo menos é o que parece aos não iniciados. Como é possível não se atrapalhar com as palavras falando tão rápido? “Questão de treino”, avisa o jornalista Luiz Claudio Nobilo com seu vozeirão talhado pela natureza e pela locução esportiva. “A gente precisa remontar com a palavra o cenário e a emoção do jogo. Agora, quando o jogo não está com nada a gente precisa contar a história da família dos jogadores e tentar fazer da transmissão um show – se não for de bola, que seja de informação”, diz o “belo da Moóca” – “nem tão belo quanto o apelido e nascido na Moóca, em São Paulo, com muito orgulho.”

Segundo outra voz de ouro do rádio paranaense, Fernando Cesar, narrar futebol é uma arte. “Na tevê, o locutor não precisa ‘desenhar’ a partida. E é isso que a gente faz no rádio. Falar na velocidade da bola acaba sendo uma necessidade. Se eu não segurar o ouvinte, ele pode ir para outra rádio que oferecer uma cobertura melhor”, diz. Sobre os bordões, Fernando – que vem de família de locutores – avisa que os cacos e as vinhetas acabam ajudando a pontuar a locução e a reforçar a personalidade do profissional. “Eu comecei com o ‘sempre de bem com a vida, de bem com você’ para marcar a hora que eu entro e saio do ar. Tinha o Zé Carlos de Araújo, um dos locutores das antigas, que falava sempre ‘voltei’, ‘sou eu’ para reforçar sua participação. Só que isso acaba virando marca pessoal, assim como o ‘vai que é sua’ do Galvão (Bueno) e o ‘pimba na gorduchinha’ do Osmar Santos”, conta.

* * * * * *

Essa voz tem telefone?

Numa noite dessas, a cantora e chefe do cerimonial da prefeitura de Curitiba, Norma Cecy Kaviski, resolveu ir até a Ro doviária de Curitiba para tomar um café. Sentou-se ao balcão e puxou conversa com a atendente: “Que bonita essa voz das gravações, né?” Sem conseguir se conter, a moça desfiou um rosário de impropérios a respeito da gravação, xingou a mulher, a voz e todas as suas gerações anteriores e posteriores. “E eu que estava ali para arrancar um elogio à minha voz. Sim, porque aquela que ela estava xingando era eu. Acho que ela estava cansada, com problemas em casa e acabou descontando na voz. Nem ligo. Prefiro ficar com os elogios do senhor que revirou a rodoviária atrás de uma cabine onde a voz dos anúncios supostamente estaria”, brinca Norma, que aproveita para explicar que não fica por lá o dia inteiro anunciando a chegada e a partida dos ônibus. “Eu gravei uma vez de um a 10, todos os números bem declarados e no mesmo tom, depois as letras e os nomes das cidades que são destinos dos ônibus que saem da Rodoviária. Lá eles montam como querem”, conta. É mais ou menos do mesmo jeito que gravou as mensagens dos ônibus da frota da capital – tarefa que ela divide com Angela Molteni, a voz oficial dos ligeirinhos e biarticulados. “Adoro embarcar num ônibus só para ver como as pessoas reagem aos anúncios de ‘próxima parada...’ dá uma vontade de dizer que sou eu que estou falando”, diverte-se. Coisa que ela já fez: “Um dia vi um garotinho cantando um jingle de uma rede de supermercados, que eu canto há 18 anos. Corri até ele e disse que quem cantava era eu. Ele me olhou assustado e saiu correndo”.

Cantora

Os jingles e dublagens também estão na vida da cantora Ana Cascardo. Ela, que se iniciou nos vocais com a família – no grupo Miragem Som, de Itajubá, em Minas Gerais. Primeiro foi uma cantora instintiva, depois buscou a técnica, trabalhou a voz, se tornou uma intérprete mais sensata e resolveu repassar aos outros seus conhecimentos. “Quem opta pela música popular dificilmente faz um trabalho técnico com a voz. Você vê muita gente na noite com a voz em frangalhos, tentando imitar a característica de um ou outro artista. Depois do estudo da fisiologia da voz, você percebe até onde pode ir, como chegar às notas mais altas sem prejudicar a voz, cantar com mais segurança e mais limpeza na voz e até mesmo saber que tem limites”, conta ela, que lançou recentemente o livro independente Guia Teórico e Prático da Voz, à venda nas livrarias.

* * * * * *

Era uma vez

“Dois sucos de laranja, por favor, sem gelo. E um para ela também, com uma pedrinha só. É que ela tem que cuidar da voz”, diz Carlos Daitschman ao garçom, en quanto nos sentamos à mesa do restaurante às 16h30 para a entrevista. “Ah, eu quero também uma salada com o que você tiver de forte, tipo rúcula e agrião. Troque o ovo, o tomate e o queijo por mais rúcula. Tudo pela voz. Pode escrever aí”, comenta, enquanto ajeita a carteira de cigarros na bolsa. “E, por favor, não espere de mim muita coerência.”

Conversar com um contador de histórias requer tempo e atenção às minúcias do discurso. O movimento que faz com as mãos, as sobrancelhas que se mexem ao relembrar os trejeitos de algum personagem e a voz, que é um capítulo à parte. “Não tenho uma grande voz. Sou tímido, falo baixo e minhas falas numa conversa são quase sempre entremeadas com um ‘hã?’, ‘quê?’. Mas contar uma história depende da minha energia, de conseguir relaxar o diafragma, de encontrar verdade no que eu digo. Voz é soltar o ar e bocejar para massagear o estômago, os intestinos e relaxar o pescoço. Voz é tudo isso junto. Pura psicanálise”, diz ele, revelando ter feito balé clássico, moderno, biodança, teatro e afins até resolver contar histórias.

No começo, achava que “só” ia contar histórias para crianças. Coisa simples que começava com “era uma vez” e terminava com “foram felizes para sempre”. Até ir a um hospital psiquiátrico, quando sua contação “inspirou” um interno a declamar a sua própria história com começo, meio e fim. “Soube de pois que ele nunca tinha falado antes. Daí entendi o poder dessa ferramenta. A voz bem usada, cheia de verdade e carinho, junto com uma boa história, pode acessar a memória afetiva. Por isso eu digo: converse com as pessoas, doe o seu carinho, fale com o seu bebê desde a barriga. Use sua voz. Não a que vem da garganta, mas a que vem do coração”, diz Daitschman, se despedindo rapidamente ao avistar um vendedor de carrinhos de sucatas. “Tudo pode virar uma boa história”, arremata.
 
da Gazeta do Povo

Pedala Curitiba noturna será nesta quinta

8 de jul de 2010

O Pedala Curitiba desta quinta-feira (8), promovido pela Prefeitura de Curitiba, passará pelas regionais Matriz e Boa Vista. Estão programados 16,5 quilômetros, passando pelos bairros São Francisco, Centro Cívico, Alto da Glória, Juvevê, Cabral, Bacacheri, Tingui, Santa Cândida, Boa Vista e Ahú. O passeio sairá da praça Garibaldi, no setor histórico, às 20h15.


Para participar do passeio não é necessário fazer inscrição. O interessado pode entrar no grupo a partir de qualquer ponto. É obrigatório o uso de capacete. A idade mínima permitida é 15 anos. Os instrutores pedem aos participantes que obedeçam as regras do passeio.

O passeio é monitorado por técnicos do esporte e lazer e acompanhado por guardas municipais e agentes de trânsito. Haverá serviço de apoio para atender a eventuais necessidades e socorro aos ciclistas.

Roteiro do Pedala Curitiba

Praça Garibaldi - largada

Rua Kellers

Rua Martim Afonso

Rua Treze de Maio

Rua Barão do Serro Azul

Rua Cândido de Abreu

Rua Comendador Fontana

Rua Nicolau Maeder

Rua Guarda Mor Lustosa

Rua Barão dos Campos Gerais

Avenida Munhoz da Rocha

Avenida Prefeito Erasto Gaertner

Rua Guilherme Ihlenfeldt

Rua Osvaldo Portugal Lobato

Rua João Gbur (Retorno)

Rua Jovino Do Rosário

Rua Belém

Rua São Luiz

Avenida Anita Garibaldi

Rua Campos Sales

Rua Lysimaco Ferreira Da Costa

Avenida Cândido De Abreu

Rua Inácio Lustosa

Rua Trajano Reis

Praça Garibaldi - chegada



Concentração - 19h45

Saída - 20h15

Percurso - 16,5 quilômetros

Dificuldade - média
 
do Jornale

Normal em Curitba: pesquisa aponta o curitibano como um povo conservador

5 de jul de 2010

Pesquisa realizada em 22 cidades brasileiras aponta o curitibano como um povo conservador. Mas até que ponto ainda nos cabem certos rótulos e estereótipos?

Levante a mão o curitibano que nunca se incomodou com o já desgastado carimbo do povo tímido, frio ou carrancudo, que há tempos serve para definir os nascidos na capital das baixas temperaturas. Se alguns dizem que somos esnobes ou reservados, outros afirmam que não há brasileiro mais íntegro e confiável do que um curitibano, e a cada pesquisa promovida com a intenção de dar conta de quem somos ficam mais evidentes nossas complexidades e contradições.


A psicoterapeuta Rosana Ferrari explica que, ao mesmo tempo em que as pessoas têm a necessidade de pertencer a grupos sociais, todo mundo deseja ser único. “Pertencer e ser individual são duas necessidades emocionais do ser humano. A primeira permite encontrarmos nossos pares, sermos reconhecidos e confirmados pelo outro, enquanto a segunda nos faz sentir diferentes e especiais, pois não gostamos de ser confundidos. Em ambas o outro está presente, tanto para nos confirmar quanto para nos diferenciar”, analisa. Ser curitibano, portanto, significa se identificar com as características deste grupo social, mas aí nossa individualidade fala mais alto e refutamos certas etiquetas com as quais não concordamos.

A agência Nova S/B realizou há alguns meses o estudo brasileiro Indicadores de Valores e Atitudes (Inova), que ouviu 2.772 pessoas de 18 a 65 anos em 22 cidades do país, entre elas a capital do pinhão e da vina. Entre as conclusões a que os analistas chegaram, os curitibanos seriam um povo mais crítico e cético do que a maioria dos brasileiros, arraigados em valores tradicionais e mais acomodados ou satisfeitos com sua vida atual. Para o povo de Curitiba, a chave da felicidade está na família e o casamento ainda é visto como uma instituição sólida – metade dos entrevistados declararam que é para toda a vida. A pesquisa traz outros números curiosos – até assustadores –, como: quase metade dos curitibanos não vê problemas em ter um revólver em casa – no Brasil, só 24% afirmam o mesmo –, e 29% não teriam amigos homossexuais, contra 18% no restante do país.
 
Para a antropóloga e professora do departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Ana Luisa Sallas, diante destas informações uma tendência seria tachar o povo daqui de conservador, mas ela salienta a importância de questionarmos o que é ser conservador ou avançado nos dias de hoje. Como contraponto a esse rótulo, ela lembra que, pela mesma pesquisa, 61% dos entrevistados discordaram que a tecnologia tenha afastado os filhos da família, contra 37% dos brasileiros, contestando a tese do povo conservador. Elton Barz, historiador e pesquisador da Casa da Memória da Fundação Cultural de Curitiba, acha importante considerar uma mutação do conceito do ser curitibano. “Hoje, ele é diferente da ideia que tínhamos nos anos 1970, por exemplo, já que atualmente a maior parte da população local veio de outras cidades, o que contribui para introduzir novos comportamentos, hábitos e pensamentos à sociedade curitibana.”


Rosana Ferrrari, que vive na cidade há quase quatro décadas, constata que não só o curitibano reflete a influência das ideias que ele tem de si, como as pessoas de fora também nutrem fantasias sobre o modo local de ser. “Tanto uns quanto outros retroalimentam os estereótipos e se mantêm fiéis a eles. Mas, quando exercitamos o desafio a estas crenças e nos aproximamos, as distâncias se dissipam e os curitibanos se revelam verdadeiramente”, diz.
 
 
Véu e grinalda
Nada é mais valioso para o curitibano do que constituir família. A constatação está na pesquisa Inova, que revela que não apenas há mais pessoas casadas na capital paranaense, como elas costumam ficar mais tempo juntas que a média brasileira. Outro dado interessante: casar de véu e grinalda ainda tem grande importância por aqui. “Hoje, os adolescentes já namoram de aliança, existe um desejo de fortalecer o núcleo familiar da forma mais tradicional, o que antes era questionado pela geração da redemocratização brasileira, por exemplo, que optava por morar juntos sem passar pela igreja ou pelo civil”, analisa a socióloga Margarida Cristina de Quadros.


Contrariando os 42% dos curitibanos que duvidam que seja possível formar uma família sem ter filhos, como mostra a pesquisa, os nutricionistas curitibanos Rafael Curial, 44 anos, e Cristiane Bini Gruber, 46, se consideram felizes e completos, mesmo sem serem pais. Eles também não têm uma certidão de casamento nem ostentam alianças, apesar de morarem juntos há mais de 15 anos. “A aliança está no coração, não nos dedos”, defendem. Colegas de faculdade, só iniciaram o namoro uma década mais tarde, quando Rafael já havia se divorciado da união anterior. “Um dia nós escalávamos o pico Marumbi e, não lembro por que, comentei com o Rafael que não fazia questão de me casar. Ele deve ter pensado naquele momento: encontrei a mulher da minha vida”, conta Cristiane, que mudou para a casa de Rafael depois de seis meses de namoro. “’Vem para cá’ foi meu pedido de casamento”, revela a nutricionista. Na opinião de Rafael, festa de casamento dá trabalho, consome muito dinheiro e não é sinônimo de felicidade. “Metade dos casais que conhecemos hoje está separada. Respeitamos quem tem este sonho, mas discordamos da ideia de oficializar um sentimento com papel e todas aquelas burocracias”, opina.


Maternidade

O historiador e sociólogo Elton Barz concorda que ter filhos é um valor extremamente caro aos curitibanos, mas ressalta que, assim como no restante do país, o número de bebês por casal é cada vez menor. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1990 a taxa de fecundidade nacional era de 2,79, enquanto hoje já está em 1,95 – no Paraná é ainda mais baixa, 1,82. Mesmo assim, a pesquisa Inova constatou que uma parcela significativa da população local não crê que uma mulher possa ser feliz se não for mãe. “Quando dizemos que não temos filhos, algumas pessoas sentem pena de nós”, afirma Cristiane. Em compensação, aos poucos ela e Rafael foram adotando animais abandonados na rua e hoje convivem com três gatos e um cachorro no apartamento.

Contradição

Apesar de tanto valorizar a família, o estudo mostra que o respeito ao idoso é uma preocupação menor em Curitiba. Para Elton Barz, isso está relacionado à definição do conceito de família, que pode ser diferente para curitibanos e outras populações, restringindo-se aqui ao núcleo de pais e filhos. “Mesmo sendo uma sociedade que envelhece, por conta da boa qualidade de vida que a região Sul propicia de modo geral, o idoso aparece apartado dessa sociedade. Talvez porque o curitibano não inclua o idoso em sua família mais próxima”, opina Barz.
 
Trabalho não preocupa
 
“O trabalho enobrece o homem” é uma frase que todos nós ouvimos muito antes de ter idade suficiente para trabalhar. Entretanto, para um número considerável de curitibanos, trabalho árduo e conquista parece ser um valor de menor importância do que para os brasileiros em geral. Na pesquisa da Nova S/B, apenas cerca de 40% responderam que a atividade dá prazer, e quase a metade discorda que sucesso se atinge com trabalho duro. Antes de tachar os engravatados do Centro Cívico de indolentes, é bom dar uma olhada em outro índice: a pesquisa mensal de emprego do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) revela que, há dois meses consecutivos, Curitiba vem apresentando a menor taxa de desemprego do país. Em abril, foi a mais baixa dos últimos sete anos. Com a empregabilidade estável, é natural que os curitibanos tenham feito pouco do trabalho na pesquisa.


Para Elton Barz, o curitibano demonstra ter uma relação com o trabalho semelhante a dos europeus. “São pessoas que gostam de trabalhar não por uma realização pessoal, mas porque o emprego permite adquirir coisas materiais e também fazer coisas como viajar e tirar férias. É um meio, e não um fim em si. O curitibano, portanto, não está preocupado com trabalho, e sim com a empregabilidade”, conclui. Ana Luisa Sallas confirma que, como este índice é mais estável em comparação com o país, a tendência é de que as pessoas não sintam a necessidade de se atualizarem profissionalmente – o que explica 71% dos curitibanos afirmarem que não se sacrificariam para aprender outras línguas, ao contrário de 63% dos brasileiros. E, para uma cidade que prefere estar em casa com os seus, em vez de fazer hora extra no escritório, não é tão difícil compreender estes números.
 
da Gazeta do Povo

Cresce o número de cirurgia plástica em homens

Pesquisa revela um aumento de 30% de procedimentos em homens nos últimos cinco anos

O desejo pela juventude deixa, cada vez mais, de ser exclusividade das mulheres. Nos últimos anos, os homens têm buscado mais jovialidade, combate as rugas e corpo em forma. A prova de que eles estão aderindo às cirurgias plásticas são os números da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Segundo a entidade, nos últimos cinco anos subiu de 5% para 30% a porcentagem de pacientes do sexo masculino que se submetem a cirurgias estéticas.


Esse resultado foi comprovado também por dados de pesquisa Ibope: no ano passado das 650 mil cirurgias plásticas realizadas, 104 mil foram em homens. O procedimento mais realizado foi a cirurgia das pálpebras com 19 mil cirurgias, seguido do nariz, com quase 16 mil, e lipoaspiração, com pouco mais de 15 mil. De acordo com o cirurgião plástico Alan Landecker, Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), uma das motivações é a exigência do próprio mercado de trabalho, que valoriza homens com experiência profissional, mas com aparência revigorada e com orgulho de sua imagem.

E essa é a realidade constatada também no consultório do especialista que registrou um aumento de 100% na procura dos homens por procedimentos estéticos nos últimos cinco anos. “Esse aumento se deu também devido à popularização da cirurgia plástica, além do refinamento das técnicas. Os homens podem, agora, se submeter a determinados procedimentos sem ficarem com aspecto feminino e sem receio de resultados muito aparentes. Eles valorizam alterações sutis e naturais”, explica o especialista.

A partir dos 35 anos

Diferente das mulheres, que desde novas estão interessadas em mudanças, a maioria dos homens sentem essa necessidade após os 35 anos. Os mais jovens recorrem à cirurgia apenas em casos de desvio de septo no nariz ou em casos de orelhas de abano – foco corretivo e não estético.

A rinoplastia para reverter o desvio de septo do nariz é a plástica mais procurada pela ala masculina no consultório do doutor Landecker. “A busca por melhorar a funcionalidade do nariz, prejudicada pelo desvio de septo, é uma porta de entrada dos homens no mundo das cirurgias plásticas. Depois, vem a lipoaspiração do abdômen, já que causa cicatrizes menos aparentes e oferece melhores resultados do que nas mulheres. A pele deles é mais grossa, se retrai mais e possibilita melhores contornos com menos flacidez.”

A cirurgia das pálpebras – blefaroplastia – fica em terceiro lugar no ranking masculino no consultório do especialista. Afinal, é comum que após os 40 anos, o homem comece a apresentar bolsas de gordura na região das pálpebras inferiores, o que o deixa com um ar muito cansado e com a aparência pesada podendo, inclusive, causar alterações visuais.

O cirurgião considera que as cirurgias plásticas para os homens devem ser mais conservadoras e as feições masculinas precisam ser preservadas. “Deve-se evitar sinais de feminilização como, por exemplo, deixar o nariz muito fino e pequeno”, pondera. O especialista ressalta ainda que, em função de características do organismo masculino, a cirurgia plástica tende a ser mais complexa tecnicamente, porque os homens costumam sangrar e inchar um pouco mais. Por isso, a execução da técnica operatória deve ser um pouco diferente em comparação com a mulher, para compensar essa situação. Além disso, por causa do inchaço mais intenso, a recuperação dos homens é um pouco mais demorada.
 
do Bem Paraná

Total da população on-line ultrapassa 73 milhões no Brasil

1 de jul de 2010

O total de internautas brasileiros ultrapassou 73 milhões no Brasil no mês de maio, quando contabilizados acessos em diversos ambientes, como cibercafés, LAN houses, universidades e telecentros, além de residências e estações de trabalho.


Considerando apenas os dois últimos locais, o número de internautas com seis anos de idade ou mais chega a 40,7 milhões de usuários únicos de internet.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30) pela empresa de estatísticas comScore, em um estudo que se debruça no panorama de acesso à internet no Brasil.

Para efeito de comparação, uma pesquisa divulgada pelo IBOPE aponta que número de usuários ativos apenas no trabalho e em residências chegou a 37,3 milhões em maio de 2010.

No final do ano passado, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontou que as LAN houses e residências superam locais de trabalho no acesso à web no Brasil, devido ao aumento de renda.

Segundo o estudo, que é baseado em dados de 2008, os acessos foram feitos, principalmente, de casa (57%), das LAN houses (35,2%) e do trabalho (31%). À época, o estudo da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) indicava que 56 milhões de brasileiros tinham acesso à internet em mais de um local.

O IBGE estima que o total da população brasileira é 193,1 milhões.

PREDOMINÂNCIA

Baseada no mês de maio deste ano, a comScore também indica que o Sudeste é responsável por 67% do total de usuários de internet, 66% de páginas consumidas na rede e 65% dos minutos passados on-line no país.

Logo em seguida, vem a região Sul, cujos internautas correspondem a 14,2% do total. Nordeste, Centro-Oeste e Norte mantêm 10,7%, 6,1% e 2% dos internautas brasileiros, respectivamente.

Dentre os acessos residenciais ou de locais de trabalho, a audiência entre 6 e 14 anos representa 4,8 milhões de usuários únicos, ou 11,9% do total. Pessoas cuja idade está entre 15 e 34 anos são o público majoritário da rede, com 56,1% da fatia, enquanto aqueles com 35 anos ou mais representam 32,1% dos internautas.

No consumo de conteúdo, usuários de 6 a 14 anos são responsáveis por menos que 2% do total de páginas e minutos durante o mês de maio --algo que, de acordo com a comScore, indica que esse segmento representa o consumo mais "leve" da rede nesse sentido.

Usuários com idade entre 15 e 34 anos consomem a maior proporção de páginas e minutos, com mais de 60% do total de páginas e minutos durante o mês.

Dentro desse grupo, os usuários entre 15 e 24 anos representam os consumidores mais vorazes de internet: são responsáveis por 32,6% do tempo passado na internet de todos os grupos analisados. Em termos de conteúdo, eles também lideram: consomem 32,4% das páginas da web, dentro do total de internautas.
 
da Folha
 

2009 ·Clockwork News by TNB