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Internet e crianças: use com moderação

4 de mar de 2010

A internet ganhou espaço na casa dos brasileiros, mas é importante lembrar que o seu uso deve ser consciente e o acesso de jovens e crianças, monitorado

A internet cresceu e apareceu. Ferramenta indispensável, a vida em rede disponibiliza o mundo em apenas um clique. Presente no dia a dia de mais de 44,5 milhões de brasileiros, seja em casa ou no trabalho, - segundo levantamento Ibope Nielsen Online, realizado em julho do ano passado - o tempo de conexão também tem aumentado: em média cada internauta passa 71h30 por ano em frente ao computador. O estudo apontou ainda que a maioria das pessoas - 27,5 milhões - tem acesso à rede de casa.

As maravilhas e as facilidades que a internet proporcionam são indiscutíveis, mas sempre é bom alertar que também há muito conteúdo impróprio, principalmente para crianças e jovens. Você sabe tudo o que os seus filhos veem na rede? ''Computador não é só diversão, pode ser subversão também. Muitos pais não sabem se posicionar com relação ao seu uso'', afirma Wagner de Paula Rodrigues, especialista em segurança da informação e professor da Unopar.

Por isso, é importante que os equipamentos não sejam instalados em quartos ou em locais que só as crianças ou os jovens têm acesso. Utilização de acessórios - como webcam ou recursos de áudio - só com supervisão clara. E é bom ficar atento: o perigo começa a rondar os pequenos desde cedo. ''A partir dos 8 anos as crianças, que até então usavam a rede de forma passiva, começam a buscar informações e já procuram os sites de relacionamentos'', diz o especialista.

Toda participação em comunidades virtuais deve ser supervisionada, uma vez que a criação de personagens fantasiosos é amplamente utilizada por pessoas mal intencionadas. ''A internet cria uma relação pessoal mais fria, o que libera as pessoas, criando riscos aos pré-adolescentes, como a exposição de suas imagens'', alerta Rodrigues. Outro ponto é que a partir dos 13 anos esse público já começa a buscar conteúdos pornográficos.

Por isso, é importante salientar que, assim como a educação o uso da internet deve ter limites. Os pais não devem proibir, pelo contrário, a utilização consciente deve ser incentivada. ''Os pais têm que entender que até mesmo uma simples pesquisa pode levar os jovens a acessar conteúdo inapropriado. Se não houver controle, teremos gerações corrompidas porque os pais não conseguirão mais segurar seus filhos. Já temos jovens com distúrbios e quebra de valores provocados pelo mau uso da internet'', salienta o especialista.

E ele se refere não apenas à questão da pornografia, mas também à ética e à cidadania, uma vez que a pirataria de conteúdos reservados é outra prática amplamente difundida. Alguns comportamentos, inclusive, já começam a repercutir no mundo corporativo. Foram identificados casos de funcionários que, em detrimento ao trabalho, passam a maior parte do tempo na internet e quando questionados preferem deixar o emprego a mudar de atitude.

Na sua avaliação, os computadores devem ter softwares que controlam conteúdos. No entanto, é preciso estar ciente de que o problema não será totalmente resolvido. ''Há ferramentas que criam limitações, mas há como burlar isso e é bom deixar claro que os jovens vão conseguir. Essas limitações ajudam, mas não educam. O uso consciente (da internet) vem do elo familiar e os pais devem estimular o seu uso adequado'', salienta.

Veja reportagem original aqui.

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