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blog Pausa Dramática

As perguntas difíceis que as crianças fazem

18 de abr de 2010

1. Mamãe, de onde eu vim?
• Para perguntas sobre concepção e nascimento, se a criança tem até 4 anos, diga apenas que ela saiu da barriga da mamãe

• Entre os 4 e os 6 anos, procure responder somente àquilo que está sendo perguntado, utilizando uma linguagem simples, sem mencionar detalhes que ela não vai entender
• De 6 a 8 anos, meninos e meninas já podem ser esclarecidos sobre como um bebê surge na barriga da mãe – com termos como "a união da sementinha do papai com o ovo da mamãe". Diz a educadora sexual Maria Helena Vilela: "Nessa fase, a criança já troca informações sobre sexo com amigos da escola. O problema é que nem sempre elas serão corretas". Para saber até onde o filho conhece o assunto, é recomendável citar o caso de uma conhecida grávida – uma tia, por exemplo – e perguntar se ele sabe como o bebê surgiu na barriga dela
• Detalhes a respeito do ato sexual propriamente dito só a partir dos 8 anos – e à medida que a criança os solicita. Não adiante informações que ela ainda não quer processar

2. Para onde as pessoas vão quando morrem?
• Numa simplificação da tradição judaico-cristã, é comum responder que quem morre vai para o céu. Não é errado recorrer a essa saída, mas é provável que a criança fique insatisfeita com tal fórmula

• Até os 4 anos, pode-se falar de morte a partir do convívio com plantas e animais. "A plantinha nasce, cresce e morre" é um jeito de a criança começar a entender que a morte é o fim natural de um processo de desenvolvimento. Mentir a respeito da morte ou fantasiar demais impede que ela aprenda a enfrentar o luto. Segundo os psicólogos, mais importante do que explicar a situação ao filho é a forma como se reage a uma perda: os pequenos aprendem a lidar com a morte observando as reações dos adultos
• A partir de 5 anos, a criança se interessa mais por assuntos relacionados ao ciclo da vida e, consequentemente, surgem as sensações de medo e insegurança. Por isso, quando ela as manifesta, deve ser estimulada a falar a respeito e a expor seus sentimentos e teorias sobre a morte. Se a família é religiosa, os pais já podem abordar o tema de acordo com suas crenças
• Para os maiores de 8 anos, diga que quando uma pessoa morre seu corpo é colocado dentro de um caixão e recebe um funeral. Acrescente que, na verdade, ninguém sabe exatamente o que acontece depois da morte. Mas faça isso de forma que a morte seja encarada como algo tão natural quanto o nascimento.

Da Revista Veja

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