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Glee estreia na tevê aberta ainda este ano

19 de abr de 2010

A produção de grande sucesso nos EUA e vencedora do Globo de Ouro 2010 deverá ser exibida pela Rede Globo a partir deste ano

Glee, um dos maiores fenômenos da tevê americana nos últimos anos, teve os direitos de exibição da primeira temporada recentemente comprados pela Rede Globo. A série já é exibida no Brasil pelo canal por assinatura Fox, mas passará a ser veiculada em tevê aberta ainda em 2010.




Apesar de os direitos já adquiridos, a Globo ainda não sabe o que fará com a série. O problema no momento é encaixar Glee na já apertada grade de programação global. Uma Família da Pesada, uma das séries de animação mais festejadas nos EUA, enfrentou o mesmo problema anos atrás e acabou sendo alocada nas madrugadas de sábado para domingo, após o Altas Horas. Se o mesmo acontecer com Glee, é bem provável que o show não repita – nem de longe – o retumbante sucesso alcançado entre os americanos. Fato que seria digno de lamentação.

O furor midiático causado por Glee nos EUA é facilmente explicado. Um dos principais “cabeças” da série é Ryan Murphy, responsável também por outra produção televisiva de sucesso: Nip/Tuck. E quem já assistiu à primeira meia-temporada de Glee na FOX, ficou bem feliz ao constatar que Murphy não cometeu os mesmos erros que levaram Nip/Tuck ao ostracismo após duas temporadas de muito sucesso.

Murphy se encarrega também da seleção musical e escolhe pessoalmente as canções para todos os episódios. Os outros dois nomes que assinam a criação de Glee são Brad Falchuk e Ian Brennan.

Mas nem só de bastidores vive a televisão. Para chegar onde chegou, Glee conta com um elenco talentoso, carismático e afinado. Também traz à cena uma competente mistura de coreografias e músicas empolgantes que cativam até o mais taciturno telespectador.

Como se não bastasse, a série ainda apresenta doses fartas – mas subliminares – de tensão sexual juvenil bem dosada, além daquele tipo de qualidade dramatúrgica capaz de criar laços de identificação com uma faixa de público que vai dos 8 aos 80 anos. O visual e a atmosfera de Glee contagiam, mas é no coração que a série realmente pega.

Afinal, quem já não se sentiu excluído? Seja na escola, na roda de amigos ou mesmo no trabalho, a grande maioria dos seres humanos já vivenciou a experiência de não fazer parte do grupo. E é exatamente essa a temática de Glee. A série mostra a saga de jovens alunos em busca de um lugar ao sol. Eles têm entre 15 e 17 anos, não tem amigos, não são populares, mas vêem suas vidas se transformarem após entrarem para o grupo do coral.

Só que Glee não trata apenas de fracassos. Há também garotos e garotas da elite escolar, como líderes de torcida e jogadores de futebol. A mistura dá ao programa a dramaticidade necessária à fluidez da trama, que é sempre intercalada por excelentes números musicais e rasgos generosos de comicidade.

Porém, muitos ainda associam Glee a outras produções musicais para adolescentes, como High School Musical ou Hannah Montana. Mas a série foge ao estereótipo teen e nem sequer é dirigida ao mesmo público.
Clipe promocional do episódio especial com musicas de Madonna

Inovação

E não é favor algum dizer que Glee apresenta à tevê um novo formato, baseado em passagens dramatúrgicas breves e performances de tirar o fôlego, mas sem a afetação costumeira dos musicais da Broadway ou do cinema. O repertório, por si só, já vale a audiência: músicas de Beyoncé, Rihanna, Salt’n Peppa, Madonna, Bon Jovi, Kanye West, Billy Joel, John Lennon e de vários outros artistas são interpretadas pelos alunos da escola William McKinley. A série redescobriu musicas como Don't Stop Believin, Jump, Endless Love, True Colors, e mais recentemente Highway to Hell e Hello I Love You, prováveis desconhecidas do público Rihanna e Lady Gaga.

Arranjos bem elaborados dão roupagem nova a canções consagradas e conhecidas por todos. A versão produzida para “Rehab”, de Amy Winehouse, executada brilhantemente pelo coral de uma escola adversária num dos episódios iniciais é a prova disso.

As inovações, o texto bem afinado, o talento e o brilho do elenco não passaram despercebidos. Glee, em sua temporada de estreia, foi assistida por quase 100 milhões de americanos e, como se não bastasse, arrematou também o Globo de Ouro 2010 na concorrida categoria Melhor Comédia ou Musical.

É verdade que a série ainda não agradou todos no Brasil e talvez nem venha a agradar. Mas é inegável que Glee traz um frescor à tevê que não se via há muito tempo. Traduzido para o português, glee significa alegria, diversão. E é justamente isso que o seriado oferece. Uma novidade divertida, repleta de alegria e que faz com que o espectador – pelo menos por 60 minutos – também acredite que um dia possa vir a ter o seu lugar ao sol.

Glee celebra a vida, os defeitos e o potencial humano, mesmo escondido, que existe em cada um de nós.

Serviço

A série Glee é exibida todas as quartas-feiras, às 22 horas, no canal Fox.

Da Gazeta do Povo (com adições de Flávio St Jayme)

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