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Como Treinar o Seu Dragão, a crítica de Rubens Ewald Filho

5 de abr de 2010

Só agora consegui finalmente assistir à animação Como Treinar o seu Dragão em terceira dimensão – e estou entusiasmado. Realmente é tudo aquilo que disseram. Uma grande aventura juvenil, muito bem contada e dirigida, e que sabe aproveitar os recursos em 3D (como em alguns voos rasantes espetaculares por montanhas, ilhas e oceano).



É raro encontrar, hoje em dia, filmes que me façam voltar a ser criança e vibrar com uma história – que, geralmente, não tem nada de novo. O mesmo esquema já foi usado para cachorros e cavalos, inclusive pela Disney. Só que agora se trata de um dragão e um garoto viking magrinho e todo errado (parece bastante com o ator que lhe emprestou a voz no original, Jay Baruchel), apelidado Soluço. O pai desse garoto (voz de Gerard Butler) é o chefe da aldeia, cuja vida é enfrentar e matar dragões. E o filme é, mais uma vez, a história do relacionamento entre pai e filho com expectativas, frustrações, dificuldade de se expressarem e assim por diante.

Soluço é o primeiro a descobrir que os dragões não são agressivos como pensam e podem ser ótimos bichos de estimação. Isso sucede quando ele atinge uma raça noturna desconhecida – um bicho escuro, que leva o apelido de Banguela. O estranho é que a concepção desse animal lembra bastante o Stitch do filme anterior da dupla de diretores (não sei se por costume ou citação). Mas não incomoda, porque o filme é muito bem feito e tem muita ação (o herói faz treinamento intensivo com colegas agressivos para aprender a lutar contra dragões e ao mesmo tempo, vai ensinando Banguela a aceitá-lo como cavaleiro). Tem ainda um clímax que é um ataque ao vulcão dos Dragões, que não faz feio a Fúria de Titãs.

Realmente é espantoso o nível de qualidade desta animação da Dreamworks, com excelente direção de arte, caracterizações, trilha musical. Uma ótima diversão e – desculpem o clichê, mas é fato – para adultos e crianças.
 
Do Blog de Rubens Ewald Filho

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